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08/03/2008

Política de educação

-Realiza-se hoje uma manifestação de professores em Lisboa, contra a política de educação do governo, em particular contra a ministra Maria de Lurdes Rodrigues. Os sindicatos contestam o modelo de avaliação proposto pelo governo, mas ainda não vi por parte dos sindicatos, ou de qualquer partido da oposição, a apresentação dum modelo alternativo ao proposto pela ministra, o que me leva a concluir, que apesar de todos afirmarem considerarem necessária a existência de avaliação, o ideal seria mesmo continuar tudo como dantes. Também não concordo com o actual modelo de funcionamento escolar, centralizado, preferia uma autonomia das escolas, na contratação pelas mesmas do seu corpo docente, na avaliação face aos resultados obtidos, nomeadamente através de exames nacionais. A escola é paga pelos contribuintes, é suposto que os mesmos obtenham retorno do investimento, não conheço outra forma de medir os resultados, que não em exames nacionais, extraindo daí todas as consequências inerentes, quer á avaliação da própria escola, dos seus responsáveis ou do seu corpo docente. Dos sindicatos nada há a esperar, entrincheirados na defesa dum modelo de escola pública, responsável pelo insucesso á vista de todos das últimas décadas, isto apesar de Portugal ser dos países que mais investe per capita na educação, mas investe mal, obtendo pouca produtividade. Dos partidos da oposição, pelos vistos também não poderemos esperar muito mais, face a tanta contestação vivida neste sector nos últimos tempos, não teriam já tido oportunidade, para apresentar ao país uma proposta alternativa á do governo? Ou será mais fácil cavalgar a demagogia sindical?

28/01/2008

Avaliação de desempenho dos professores

PUBLICO-Divulgadas fichas de avaliação de desempenho dos professores


-Correndo o risco de estar a escrever este comentário, sem conhecer o conteúdo efectivo da ficha de avaliação de professores, merecem-me desde já um comentário as críticas da FENPROF, pelos vistos estes srs gostariam que continuasse tudo no regabofe habitual, onde os bons se misturam com os maus, progredindo na carreira por antiguidade e não por mérito. A existência de fichas significa o estabelecimento de objectivos concretos, que todos os professores, sindicalizados ou não, tomarão conhecimento, pelo que a partir de agora passam a saber com o que contam, desaparecendo a carga de subjectividade que serve sempre para camuflar eventuais compadrios. Como é óbvio cabe ao ministério a definição dos critérios, tendo por base uma opção política, certa ou errada poderemos depois discuti-la, sendo sempre possível que os sindicatos possam, assim o queiram, apresentar propostas de aperfeiçoamento das mesmas, nomeadamente se tal contribuir para dignificar a carreira docente. Agora ameaçar recorrer aos tribunais, porque uma ficha de avaliação de desempenho não foi discutida com um sindicato, parece-me um absurdo, nenhuma entidade, pública ou privada, tem de negociar critérios de avaliação com os seus trabalhadores, avalia e pronto, existindo sim o dever de dar a conhecer á partida quais os critérios, para que exista transparência nas avaliações, e caso tal não venha a suceder, aí sim, deverão os sindicatos exigir garantias de equidade nas avaliações entre os seus associados. A bem de todos, nomeadamente dos bons professores e do ensino em geral.

14/01/2008

Gestão colegial não deixa saudades

J.N.-Gestão colegial das escolas despede-se em polémica

-Porque não acredito em orgãos de direcção colegiais, estou completamente de acordo com a instituição da figura do Director, nas escolas deste país. É o princípio da responsabilização, se existe alguém responsável, temos um rosto que podemos culpabilizar pelos problemas, ou atribuir os louros pelo sucesso alcançado, mas uns breves reparos, que o Director da escola não venha a ser considerado um cargo de confiança política, todos nos lembramos do triste episódio do centro de saúde de Vieira do Minho, bem sei que o ministério é outro, mas o governo e o partido que o suporta, são os mesmos, e apesar de tal cargo ser alcançado através de eleição, estando os municípios envolvidos no processo, tudo é possível, em segundo que se dignifique a carreira docente, não existe política educativa bem sucedida, sem ou contra os professores, pelo que não poderão ser excluidos deste processo, julgo que o Conselho Geral das escolas deveria também ele ser presidido por professores, e não por pais, menos ainda por representantes do poder autarquico, que servem uma lógica eleitoralista. O reforço da autoridade dos professores, a formação contínua dos mesmos, a progressão na carreira, eventual introdução de mecanismos remuneratórios que premiassem os resultados obtidos, os quais naturalmente só poderiam ser aferidos em exames nacionais, são caminhos que deveriam a meu ver ser seguidos, porque não existe um Portugal com futuro, sem sucesso na educação.