
-Onde se lê Portugal, deveria ser lido PSD. Mudar o PSD é algo que a actual direcção tem conseguido com razoável sucesso, tornando-o num partido sem rumo ou projectos credíveis. Mudar Portugal já será menos previsivel, a actual liderança do PSD conseguirá mesmo, é prolongar por mais 4 anos a maioria do engº Socrates, apesar da contestação a vários níveis.
01/04/2008
1º de Abril
13/03/2008
Novo símbolo, velhos métodos
-O PSD resolveu alterar a sua imagem. Aconselhado por profissionais, da agência de comunicação Cunha Vaz, as três setas deram lugar a apenas uma, o laranja perde espaço para a côr azul. O lema passa a ser, "Mudar Portugal". Passando ao lado da qualidade e significado dos simbolos em si mesmos, existirá quem goste e quem não goste, eles encerram uma história, uma tradição, um património, sendo desejável um largo consenso para alteração dos mesmos. A actual direcção errática, revelando um certo desnorte, determinada a impôr-se a qualquer preço, não hesita em rescrever a própria História do partido, alterando prácticas, como permitir o pagamento de quotas em dinheiro, algo que já existiu é certo, mas numa época em que não estava tão massificada a utilização do chamado dinheiro de plástico ou pagamentos electrónicos. Não se pretenderá contudo lavar dinheiro, o objectivo será antes branquear caciquismos, que estas pessoas que tomaram conta do partido, sabem o que fazem, desde afastar militantes históricos ou calar vozes incómodas, deixar em aberto cadernos eleitorais até ao momento das votações, vale tudo para mudar o PSD. Já que para mudar Portugal será preciso mais, será necessária uma vassourada na actual direcção do partido, para que este volte a ter credibilidade. Azar dos portugueses se um dia esta gente tomasse conta do país, com estas prácticas tão pouco transparentes dentro de portas, imagine-se do que seriam capazes de fazer, se controlassem o ministério da Adm. Interna, o ministério da Justiça, o ministério das Finanças e o ministério da Defesa. Certamente uma governação ao velho estilo estalinista, o estilo do actual PSD.
10/03/2008
Menezes debaixo de fogo
D.N.-Rui Rio enfrenta Menezes e mede forças
-Cresce a contestação interna á liderança do PSD, após a última pérola de Menezes, alteração ao regulamento interno do partido, apresentada com apenas 48H de antecedência, sem tempo para realizar qualquer debate interno. Luis Filipe Menezes que tanto criticou a anterior direcção, por falta de transparência, veio agora apressadamente, e sem nada que o justifique, pois não existem eleições internas no horizonte próximo, alterar regulamentos, por forma a permitir o pagamento de quotas até ao momento da votação, inclusivé aceitando pagamentos em dinheiro, que poderão constituir ilícito face á lei vigente de financiamento partidário. Os objectivos do secretário-geral do partido são claros, ao efectuar estas alterações, será impossível a quem pretender disputar umas eleições, conhecer o universo dos eleitores, o que representará uma clara vantagem dos actuais dirigentes, recorrendo a métodos pouco transparentes, para garantir a sobrevivência da actual liderança. A situação torna-se ainda mais dramática, observando o desgaste do actual governo, sem que o principal partido da oposição dê sinais de credibilidade, continuando a sua forma sofrível de fazer política, completamente á deriva, afirmando tudo e o seu contrário, sem um projecto de governação alternativa para o país, cavalgando a rua, alinhando pelas más companhias de sindicatos mais ou menos ligados ao PCP. O estado a que chegou este partido, é deveras lamentável.
22/02/2008
Sucessões

-O PSD de Luis Filipe Menezes nada tem que ver com a história do partido, foi o próprio quem o afirmou com a frase "o meu PSD nada tem a ver com financiamentos ilegais", como se não existisse uma linha de continuidade nas instituições. O pior é que Menezes acredita mesmo nos disparates que afirma, rompendo acordos que foram negociados pelo partido, sem grandes razões que o justifiquem, ao arrepio das mais elementares regras de decência. Caso os portugueses decidissem um dia atribuir a Luis Filipe Menezes a responsabilidade executiva dos destinos do país, hipótese que de todo não acredito, ainda acabariamos por ver este sr. afirmar que o Portugal dele, nada teria que ver com a U.E., Nato, ou qualquer outro compromisso internacional que se lembrasse de rasgar. Para se liderar a oposição é necessária uma postura de estadista, algo que manifestamente Menezes com o seu errático comportamento não tem.
O Gang da Lapa
-Quando penso que o PSD bateu no fundo, a actual direcção encontra sempre forma de tornar ainda maior o abismo em que o partido mergulhou. Lendo o Expresso, percebo a estratégia arruaceira de solicitar auditorias desde 2001, numa tentativa de enxovalhar anteriores lideranças, sendo bem reveladoras as palavras de Luis Filipe Menezes quando afirmou, "o meu PSD nada tem a ver com financiamentos ilegais", e agora esta pérola, "se o querem tirar "vai ter que ser à bomba", proferida na última reunião da Comissão Política. Desconheço se estas declarações foram aconselhadas pela Cunha Vaz, ou apreendidas num workshop com o gang da Ribeira, mas inclino-me para esta última hipótese.
