07/04/2008

China e Tibete no parlamento português

PUBLICO - Petição com 11 mil assinaturas pede ao Parlamento para condenar violência no Tibete


-Será previsivel que o PS permita apenas uma declaração vaga, genericamente apelando a princípios universais de paz e boa vontade, algo inócua para não irritar a embaixada chinesa em Lisboa, que ainda assim bem será capaz de enviar ao governo uma nota de protesto. Veremos quem tem coragem política, e quem não tem, do PCP nada haverá a esperar, os restantes partidos da esquerda á direita, será um caso a analisar. O que já não merece dúvidas, é que os J.O. estão a colocar embaraços ao governo chinês, o que não favorece de todo os negócios, as exportações, e o crescimento da economia chinesa. Protestos internacionais cada vez mais fortes, uma crescente contestação interna, que o governo terá muitas dificuldades em reprimir, pelo menos de imediato, e antes dos J.O., fazem muito mais pelos tibetanos, e pelos próprios chineses, do que qualquer eventual boicote. Hoje foi Paris, outras cidades se seguirão. Será que os nossos governantes continuam agachados de forma subserviente, ou escutam o povo?

Muito pouco com tanto por esclarecer

ECONOMIA - PUBLICO - Jardim Gonçalves: caso BCP "foi objecto de óbvio aproveitamento político"


-Jardim Gonçalves afirma nesta estrevista que existiu aproveitamento político, talvez tenha existido de facto, mas tratando-se duma entrevista, sem contraditório, e refugiando-se no segredo bancário e investigações em curso, no final fica apenas a tentativa de restaurar uma imagem, que o próprio reconhece ter sido gravemente penalizada. Fica o apelo ao reconhecimento duma carreira com cerca de 40 anos, várias vezes investigada e muitas elogiada, nem uma palavra sobre o choque de personalidades com Paulo Teixeira Pinto, ou outros casos mais polémicos. Não falando nos alegados investimentos em off-shores, entre outras questões da gestão da própria instituição.Foi pouco, esperam-se mais esclarecimentos deste homem, que chegou a ser apontado como modelo, e conheceu um inegável sucesso, que não quererá certamente este final de carreira, como legado ás gerações futuras.

Erro colossal

-Esta manhã tive que me deslocar ao centro de Lisboa. Gastei cerca de 20min para percorrer o trajecto da Av. Estados Unidos da América, na sua totalidade, desde a av Gago Coutinho, a Entrecampos. Dá logo para perceber o erro colossal que é apostar na travessia rodoviária Chelas-Barreiro, Lisboa não está preparada para mais umas dezenas de milhar de viaturas diariamente. Esperam-se na cidade mais túneis, eixos e outras obras que a descaracterizem, não havia necessidade.

06/04/2008

Não perceber o óbvio

PUBLICO - Ministra da Saúde “sem medo dos protestos” e preocupada com fuga para o privado


-De que forma espera o governo travar a fuga de médicos para o sector privado? Com os vencimentos da função pública a perderem anualmente poder de compra, face ao sector privado, muito por culpa duma reforma adiada por falta de coragem política, que vai provocar a impossibilidade de premiar os melhores, os mais competentes, estes sentem-se muito natural e justamente seduzidos, por ofertas mais atractivas do ponto de vista salarial, mesmo as regalias que o estado proporcionava á classe médica, têm vindo a ser sistematicamente reduzidas, ficando no sector público os iniciantes na carreira, em aprendizagem para passarem mais tarde ao sector privado. Atrás dos médicos irão os melhores enfermeiros, e ninguém poderá ficar admirado, se daqui por uns anos, Portugal tiver um SNS com qualidade terceiro-mundista, caro ainda por cima, e nem sequer universal e tendencialmente gratuito como se propõe. A falta de coragem política para efectuar verdadeiras reformas, em lugar de apregoá-las mantendo basicamente tudo na mesma, a persistência num modelo que se tem revelado ineficiente e insustentável, provocarão mesmo, uma saúde privada com qualidade, e um SNS de serviços com qualidade duvidosa a médio prazo, por enquanto tem-se mantido eficiente, muito por mérito dos seus profissionais, mais do que por consequência duma política sectorial nesse sentido. O princípio tem de ser o mesmo em toda a sociedade, a produtividade deve ser paga, o mérito reconhecido, tudo igual para todos, já se revelou uma utopia, geradora do nivelamento por baixo em qualquer sector de actividade, os médicos não são excepção, os bons, os melhores, querem mais, para os menos bons ou mediocres, basta assim. Deixem-se de preconceitos ideológicos, e percebam o mundo em que vivemos!

05/04/2008

Uma tragédia á espera de acontecer

PUBLICO - Armas de fogo apreendidas foram tantas como há 10 anos


-A crescente cultura de violência na sociedade, transportada para meio escolar, conjugada com a perca de autoridade e respeitabilidade aos olhos dos alunos, por parte dos docentes, favorecida por uma certa impunidade e tolerância face a comportamentos inaceitáveis, para os quais alguns sectores políticos, aliados a teorias pedagógicas que têm feito escola neste país, que conduziram ao actual eduquês, convictos que todos têm de estar na escola, porque não há pessoas más, é a sociedade que as transforma, e os amanhãs irão cantar, blá, blá, blá, conduziram até agora á ocorrência de episódios lamentáveis, mas que felizmente ainda não passaram disso mesmo, episódios, mas se não forem tomadas medidas sérias e credíveis, enviando um sinal aos pais e alunos, que certos comportamentos terão obrigatoriamente consequencias, um dia destes ficaremos horrorizados, com uma qualquer tragédia que inevitavelmente acontecerá, apenas não sabemos onde e quando. Programas como "escola segura", têm-se mostrado insuficientes, será necessária uma resposta mais musculada, sem medo nem preconceito, antes que seja tarde.

04/04/2008

Opções de desenvolvimento

J.N. - Obras da nova ponte arrancam em 2009

-O governo avança para a construção do novo aeroporto de Lisboa, sem estarem a meu ver, esgotadas todas as possibilidades de manutenção do actual, talvez aliviado do tráfego das low-coast, através da opção Portela + 1. Não seria necessário investir na construção duma infra-estrutura gigantesca, nem construir para já a 3ª travessia Chelas-Barreiro, já que a pte Vasco da Gama está manifestamente longe de ver a sua capacidade esgotada, sendo preferivel na margem sul, apostar no fecho da circular rodoviária, em termos de travessia, resolver duma vez o problema dos acessos a partir do concelho de Almada, construindo o túnel Algés-Trafaria, o qual poderia desviar grande parte do tráfego automóvel da cidade de Lisboa, em lugar de colocar mais umas dezenas de milhar por dia, como irá inevitavelmente ocorrer. Mas o túnel tem um problema, ficaria submerso, grande parte do país não poderia contemplar a obra do governo, o qual mantém fidelidade á preferência lusa, por elefantes e mamarrachos. As novas gerações pagarão a factura, sem que o país vá ganhar algo em desenvolvimento, apenas a despesa pública terá crescimento garantido, bem como as construtoras.

Insegurança escolar

PUBLICO - Ministra da Educação já conhecia dados sobre armas nas escolas revelados pelo PGR

-A ministra da educação, Maria de Lurdes Rodrigues, diz já ter tomado conhecimento da problemática das armas na escola, e principalmente nas imediações, situação para a qual o PGR lançou um recente alerta. Ainda bem que os nossos governantes estão atentos, neste caso, e face á existência dum programa "escola segura", em colaboração com o min da administração interna, gostariamos de saber, quantas detenções e acusações por posse ilícita de arma, foram efectuadas sobre alunos, ou no caso de menores, sobre os pais. Não basta afirmar que se tomou conhecimento, e estamos a fazer algo, é necessário mostrar resultados. Poderá o ministério apresentá-los?

03/04/2008

Inacreditável


-Que operadores económicos tenham acesso ás contas dos clientes, beneficiando de cumplicidade bancária.
Via O Insurgente.

Em grande!

PUBLICO - Nova ponte de Lisboa vai ser rodoferroviária entre Chelas e o Barreiro

-Uma nova ponte rodoferroviária para facilitar a entrada de dezenas de milhar de automóveis em Lisboa, era justamente o que necessitava o caótico tráfego automóvel na capital. Para mais, um excelente negócio para o governo, que irá potenciar o crescimento económico, através da construção, arrecadar receita através de portagens, e quiçá mais uns votos nas legislativas, para a C.M.L., via EMEL, através duma maior ocupação dos poucos estacionamentos disponiveis, e Polícia Municipal, que não irá ter mãos a medir, na colocação de bloqueadores e reboque aos veículos mal estacionados. Como cereja em cima do bolo, teremos o PS a procurar recuperar a C.M.Barreiro, perdida para a CDU nas últimas autarquicas. Pelos vistos bastaria ao país uma travessia ferroviária, preparada para passar um dia a rodoferroviária, se e quando tal fosse necessário, mas neste país, é tudo em grande, desde que seja para investir em betão, não importa aumentar a despesa pública, a próxima geração pagará a conta.

02/04/2008

Qual é o problema?

Expresso - Jorge Coelho vai administrar a Mota Engil

-Sempre tive de Jorge Coelho, uma boa opinião pessoal, divergências políticas á parte, enfrentou com dignidade o trágico acontecimento de Entre-os-rios, assumindo responsabilidades políticas de imediato, não se escudando nos tradicionais inquéritos e averiguações que costumam dar em nada, nem mostrou á época qualquer apego ao poder. Irá agora assumir funções executivas na Mota Engil, uma empresa de obras públicas, cliente do estado. Eu se fosse dono da empresa, também procuraria recrutar os melhores, não me causa pois qualquer estranheza ou repulsa, esta situação, como a de Ferreira do Amaral na Lusoponte, ou outras, sob a qual os mesquinhos, invejosos e mediocres da nossa praça, costumam lançar as maiores suspeitas, e teorias da conspiração. Entre os quais muitos socialistas, que criticaram abertamente Ferreira do Amaral, diga-se. O importante não é criar legislação avulsa, procurando alargar o leque de incompatibilidades, e sim escrutinar publicamente as decisões políticas, e dotar o sistema judicial de instrumentos, que possam detectar eventuais práticas de corrupção, e penalizar efectivamente os infractores. Quanto aos competentes, honestos e pessoas de bem, deixem-nos contribuir para o desenvolvimento do país e parem com a lamechisse. Não estou a julgar o caracter de Jorge Coelho, nem tão pouco a sua competência, essa análise cabe a todos nós, quando vai a votos, ou á Mota Engil, quando resolve contratá-lo, mas não poderia ficar calado, quando já vi por aí, os boateiros do costume, a prepararem julgamentos de caracter, a não ser que tenham adquirido algumas acções, isto é matéria que lhes diz tanto respeito, quanto o sítio onde irei jantar logo á noite. Nem Jorge Coelho precisará que o defendam, diga-se!

01/04/2008

A solução é privatizar a RTP

PUBLICO - PSD acusa Governo de adiar concurso para novo canal de televisão com "objectivos políticos"

-Quando é que o PSD se deixará de guerras de alecrim e manjerona com o PS, e aposta numa verdadeira alternativa á governação socialista? Estou a falar da privatização da RTP, algo cuja existência não faz sentido num regime democrático, a posse dum operador televisivo por parte do estado. Ainda poderei compreender que face a necessidades institucionais, possa existir um serviço exclusivamente público, para o qual bastaria a manutenção dum canal, que poderia emitir noticiários, e programas específicos de utilidade pública, que televisões privadas não se podem dar ao luxo de emitir, para programas como "Operação triunfo", "Prós e Contras", "Dança Comigo" ou "Quem quer ser milionário", poderia ainda acrescentar os espaços da manhã e da tarde, não será certamente necessária a manutenção da RTP, filmes e futebol, também encontram-se facilmente alternativas no mercado, então deixe-se de lado o acessório, saber se o partido do governo foi ou não beneficiado pela linha editorial informativa da RTP, já aturamos esse peditório há 34 anos, e aposte-se verdadeiramente no essencial, privatizar a RTP, duma vez por todas, sem complexos. Tenho é dúvidas que exista coragem para tanto, no actual PSD.

1º de Abril



-Onde se lê Portugal, deveria ser lido PSD. Mudar o PSD é algo que a actual direcção tem conseguido com razoável sucesso, tornando-o num partido sem rumo ou projectos credíveis. Mudar Portugal já será menos previsivel, a actual liderança do PSD conseguirá mesmo, é prolongar por mais 4 anos a maioria do engº Socrates, apesar da contestação a vários níveis.

A visitar

-Um novo blogue, câmara de comuns, bastante curioso dado não existir qualquer afinidade política entre grande parte dos seus autores, uns ligados ao PS, outros ao PSD, mais alguns ao CDS-PP, e não sei se algum será independente. Tenciono acompanhar, expero que não defraudem as expectativas, e entrem em polémica com regularidade. E já agora, que deixem a caixa de comentários sem moderação, sempre possibilitam uma maior vivacidade nos debates. Sucesso a todos.

31/03/2008

Um verdadeiro mãos largas, este Castro

PUBLICO - Raúl Castro autoriza cubanos a frequentar hotéis para estrangeiros

-Depois de autorizar os cubanos a adquirirem telemoveis e computadores, Raul Castro permite agora que os cubanos possam hospedar-se nas unidades hoteleiras, até aqui exclusivamente destinadas ao turismo. Um destes dias, ainda serão autorizados a comprar peixe, carne ou medicamentos nas farmácias, fora das senhas de racionamento que o governo atribui a cada família, em função das necessidades básicas de subsistência decretadas pelo regime. A ortodoxia comunista terá de ter cautela com eventual continuação desta política de Raul Castro, pois isto poderá ser o começo da glassnost versão cubana, acabando numa perestroika caribeña, o que deixaria desgostosos cá no burgo, muitos adeptos da "revolução".

Causa justa

Petição a favor da aprovação pela Assembleia da República de uma moção que condene a Violação dos Direitos Humanos e da Liberdade Política e Religiosa no Tibete.
Caso esteja de acordo, assine.

Declarações incómodas ou oportunistas?

-Jaime Gama, presidente da Assembleia da República, o mesmo que há uns anos apelidou de Bokassa Alberto João Jardim, proferiu agora elogios ao líder social democrata madeirense, considerando-o um exemplo de lutador, com obra feita, uma referência em termos de poder local. Desconheço o exacto contexto, em que Jaime Gama proferiu estas palavras, pormenor que por vezes é importante, mas as mesmas não poderiam deixar de causar incómodo no PS Madeira, como demonstra esta reacção. Um político experiente como Jaime Gama, não profere declarações deste teor inadvertidamente, resta saber se pretendia atingir a actual liderança do PS Madeira, ou a liderança do PSD nacional, da qual Alberto João Jardim se tem vindo progressivamente a distanciar, havendo também que levar em consideração a próxima visita de José Socrates á região, estratégias mais importantes para o PS nacional no imediato, que se mantém no mais absoluto silêncio, do que combater Alberto João Jardim, já que eleições no arquipélago só em 2011, e provavelmente com outra liderança no PSD Madeira.

30/03/2008

Mais uma (des)União Europeia

PUBLICO - UE fragilizada para negociar política de vistos com Washington

-Mais uma vez se coloca em causa a necessidade dum tratado político, numa união que não passa duma associação comercial de interesse comum. Como se poderá aprofundar politicamente o funcionamento duma união, quando não raras vezes, cada estado limita-se a defender os seus interesses? Então quando se trata de negociar com Washington ou Pequim, não existe de todo qualquer U.E., como de resto no Kosovo ou Tibete, para falar apenas nas questões mais recentes. Antes de partirem para qualquer tratado, os políticos europeus deveriam começar por ponderar, se existe algum sentimento de ser-se Europeu, a começar nos próprios, e será fácil de constatar que tal sentimento não existe.

Que sindicalismo é este?

PUBLICO - Carvalho da Silva: "Diabolização" do sindicalismo é "erro estratégico"

-Para Carvalho da Silva, as alterações á legislação laboral, não devem ser feitas sem acordo dos sindicatos, porque em sua opinião estes representam os trabalhadores, estão no terreno, pelo que não será possivel construir um saudável ambiente laboral numa lógica de confrontação. Acontece que o actual sindicalismo português, não é representativo dos trabalhadores deste país, mas apenas duma minoria instalada na administração pública, ou em grandes empresas nacionais, quando detêm capitais públicos. Os sindicalistas actualmente em actividade, fazem parte dos quadros destas empresas, ou da própria administração pública, estando dispensados de exercer as funções laborais, mas continuam a receber mensalmente o seu vencimento, ora é precisamente esta lógica, que mantém muitos deles agarrados ao lugar, sempre contra qualquer reforma ou privatização, lá se ia o cargo sindical, completamente alheados da realidade laboral dos portugueses, nomeadamente os mais jovens, já que defendem precisamente interesses corporativos instalados, que impedem a renovação e modernização. Quando os sindicatos representam de facto os trabalhadores, como no caso da Auto-Europa, é possivel negociar, obter acordos, e normalmente não alinham em greves gerais e outras lutas políticas, já que defendem o posto de trabalho dos seus representados, ao invés, a maioria dos sindicatos representativos dos diversos sectores do estado, sabem que no final do mês o salário está garantido, o posto de trabalho idem, pelo que são muitas vezes mais sensiveis aos interesses políticos dos seus patrocionadores, a quem prestam contas, do que aos trabalhadores que representam. Seria bom alterar a actual legislação que permite este estado de coisas, e colocar os sindicalistas a trabalharem nos seus postos, um sindicalista deveria ser em primeiro lugar um trabalhador, e não apenas tê-lo sido há uns anos atrás, para que não se percam as noções de quem está a ser representado, e talvez até consigam atrair novos filiados ao movimento sindical. De contrário, um dia destes, apenas existirão sindicatos para trabalhadores ligados contratualmente ao estado, de forma directa ou indirecta, já que os demais, não encontram quem os represente.

29/03/2008

Fala quem sabe

ECONOMIA - PUBLICO - Joaquim Ferreira do Amaral: “A ponte Chelas-Barreiro não resolverá o problema da 25 de Abril”


-Vale a pena ler a entrevista de Joaquim Ferreira do Amaral ao PÚBLICO, sobre o impacto da 3ª travessia do Tejo, caso o governo decida optar pelo traçado Chelas-Barreiro. Não resolve os actuais problemas da pte 25 de Abril, já que muito do actual tráfego tem origem no concelho de Almada, com destino aos concelhos de Amadora e Oeiras. Qualquer solução que coloque mais automóveis em Lisboa, será um desastre para o já saturado tráfego lisboeta, pelo que a opção de construir o túnel Algés-Trafaria, poderá ser a única a contribuir realmente para a resolução dos actuais problemas. Chelas-Barreiro, poderá encontrar justificação como travessia ferroviária, mas está por provar, a necessidade que Portugal tem no TGV. Quanto a mim, seria preferivel apostar no túnel, como prioridade, até pela óbvia necessidade de existir uma alternativa, quando o tráfego na 25 de Abril sofrer obrigatórias restrições, por inevitáveis obras que terão mesmo de ser realizadas, mais cedo ou mais tarde.

28/03/2008

Redução fiscal no reino da fantasia

PUBLICO - Sócrates: baixa do IVA terá efeitos na economia, nos preços e nas expectativas

-"uma descida de impostos é sempre desprezível para quem é rico mas não para quem é pobre".
-A frase acima proferida pelo primeiro ministro, encerra em si mesma uma demagogia inacreditável. Basta fazer contas, em cada 5 Euros, os preços descem 5%, mas apenas nos artigos taxados a 21%. Para preços inferiores, os arredondamentos, deixarão os preços exactamente na mesma, ou descerão 1 a 2 cêntimos. Sabendo á partida, o peso que representam bens e serviços alimentares, no orçamento das famílias mais carenciadas, os quais não irão sofrer qualquer redução, por já serem taxados de forma reduzida, reduções significativas só mesmo no sector automóvel, bem como outros artigos de elevado valor, precisamente aqueles que os mais pobres adquirem, mas só quando entram no reino da fantasia, para visitar Socrates no país das maravilhas. A descida de 1% na taxa de IVA, apesar de benéfica para as empresas, é insuficiente para o crescimento económico, ineficaz para os mais carenciados, servindo principalmente, os objectivos demagógicos e eleitoralistas do governo.