27/11/2007

IGAI vs forças policiais.

J.N.-Clemente Lima assegura que ministro não o desautorizou

-António Clemente Lima, inspector-geral da administração interna, proferiu em entrevista ao semanário Expresso publicada no passado sábado, duras críticas ás forças policiais, com especial incidência nas chefias intermédias da GNR. Li a entrevista, aguardei pelas reações, as quais não poderiam obviamente ser outras, a condenação quase unânime das palavras do inspector Clemente Lima, mais um personagem em busca de protagonismo, algo que vai sendo cada vez mais comum no nosso país. O ministro neste caso fez o devia, reiterou confiança nas polícias, as associações socio-profissionais defenderam os seus homens, algo diferente não seria de esperar, Clemente Lima, entre outras afirmações, disse que jovens agentes da GNR, encaram o cidadão como inimigo, não tenhamos dúvidas, que nalguns bairros de Lisboa e Porto, grupos de cidadãos, que felizmente ainda não a maioria, encaram a polícia como "o inimigo", têm existido vários casos de ameaças, e alguns chegam mesmo mais longe, á integridade física dos elementos das forças policiais, de que lado estamos afinal? da civilização? ou da barbárie? existem pessoas que não respeitam ninguém, quem desrespeita uma ordem de paragem, não deve ser condenado á morte numa perseguição, é uma pena desproporcionada, todos concordamos, mas a perseguição é necessária, a sociedade, e as autoridades policiais, devem mostrar um sinal claro de intolerância para comportamentos marginais, e reprimir os mesmos, o risco de morte existe, preferencialmente esperamos evitá-lo, mas a ocorrer, prefiro que aconteça a um marginal, que a um agente da autoridade. É uma questão de escolha! Gostaria que o inspector-geral, tivesse apontado deficiências no armamento dos agentes de autoridade, muitos com armas obsoletas distribuidas, incapazes de responder a qualquer ameaça, quando os marginais estão melhor equipados, gostaria também que o relatório apontasse bizarrias, como os agentes serem obrigados a adquirir fardamento, e até algum material necessário ao desempenho de funções, a falta de qualidade em viaturas e instalações, pois uma sociedade que quer viver segura, e os cidadãos portugueses clamam por segurança, deve acarinhar quem os defende. Não vou negar a existência de maus agentes de autoridade, chegam-nos vários relatos de casos condenáveis, e ligações perigosas, mas há questões, onde é necessário escolher, entre um polícia e um marginal, entre uma sociedade segura e permissividade face a criminosos, escolho as primeiras, quem duvidar da legitimidade na minha escolha, pergunte aos portugueses o que pensam.

3 comentários:

Blondewithaphd disse...

You can ask me what I think and I'll tell you I share your point of view. I don't like a very muscled police force in which officers see the citizen as a potencial no-good-for-nothing-dangerous-petty-criminal but I'm all in favour of more assertive measures to fight crime and protect citizens. If that means officers should carry state-of-the art arms and be unrelentless with transgression so be it. I confess I'll feel a lot safer.

Curiosa disse...

Desvio-me do tema do post, mas gostaria informar sobre a

PETIÇÃO EM PROL DAS CRIANÇAS VÍTIMAS DE CRIMES SEXUAIS

Para estabelecimento de medidas sociais, administrativas, legais e judiciais, que realizem o dever de protecção do Estado em relação às crianças confiadas à guarda de instituições, assim como as que assegurem o respeito pelas necessidades especiais da criança vítima de crimes sexuais, testemunha em processo penal.

ASSINE e DIVULGE

COPIE O TEXTO DA PETIÇÃO E PUBLIQUE NO SEU BLOGUE E/OU ENVIE AOS SEUS CONTACTOS – ao divulgar já está a ajudar.

http://www.petitiononline.com/criancas/petition.html

Bem-hajam.

uma vida por ai disse...

Faço das suas as minhas palavras, mas gostaria de acrescentar umas poucas mais.
Com esta entrevista despropositada do Sr. António Clemente Lima ficaram os portugueses, não pelos melhores motivos, a saber quem é o Sr. Inspector-geral da administração interna. Quando um elemento do estado como este senhor profere criticas como esta ás forças policiais, estas são desde logo aproveitadas pela comunicação social que com um grande oportunismo as divulgam logo de imediato.
Como consequência desta, a maior parte das pessoas absorve estas criticas feitas pelo referido inspector –geral e criam uma opinião negativa sobre as nossas forças policiais, que posteriormente irá afectar a relação entre o cidadão e estas forças, levando os marginais e delinquentes a aplaudir entrevistas como esta. Aplaudir sim, porque estes é que consideram os elementos policiais seus inimigos.
Considerando-me um cidadão activo, também eu tenho que criticar as palavras do Sr. Inspector-geral da Administração Interna, que com estas palavras revelou uma grande falta de sentido prático assim como desconhecimento da realidade operacional das forças policiais.
Aos agentes da PSP e militares da GNR na sua formação profissional é-lhes dito que a sua arma é a caneta e o papel, isto porque vivemos num estado criado e regido por leis. Para um cidadão normal que tenha noção de tais leis apenas serve a coima ou vulgarmente designada a multa para reconhecer as suas infracções perante o estado e a sociedade. Para um delinquente e um marginal não basta apenas a caneta ou o papel, tendo as forças policiais e não só, também o cidadão comum, que adoptar uma postura arrogante ,intolerante e métodos impróprios para lidar com tais marginais.
Um indivíduo que viva á margem da lei, partindo-se do principio que este terá uma má formação ética e moral, não terá o sentido de culpa dos actos praticados por si, não respondendo ou reconhecendo a qualquer lei ou valor imposto pela sociedade. Assim um indivíduo marginal não se sentirá na obrigação de respeitar um qualquer limite, insultando e violentando um elemento policial ou outro qualquer cidadão, sendo assim necessárias as tais medidas intolerantes e arrogantes que o Sr. Inspector-geral frisou por parte das forças policiais.
Desta realidade está o Sr. Inspector-geral alheio, fazendo-lhe falta o sentido prático do quotidiano das forças policiais pois caso o tivesse, não daria esta entrevista com tais afirmações.
Temos a noção que o valor da vida humana se sobrepõe a qualquer outro, que existem bons e maus profissionais nas forças policiais, mas não podemos permitir os abusos de quem não respeita as leis e os valores morais e éticos da nossa sociedade.