14/04/2008

Mudei-me!

-A partir de agora podem ler as minhas opiniões em http://direitodeopiniao.blogs.sapo.pt/. Ainda estou em fase de mudanças, e não explorei totalmente o Sapo, pelo que solicito aos que me visitam que actualizem os links, e um pouco de paciência, até que eu descubra com actualizar os meus na nova morada.

13/04/2008

Mais uma transferência

-Jorge Ferreira continua a Tomar Partido, mas numa nova morada, mudou-se para o SAPO. Em .pt/http://tomarpartido.blogs.sapo.pt/. Não consigo fazer funcionar a hiperligação, aliás a continuarem os problemas que estou a ter com a plataforma actual, não demorará muito a tomar uma decisão.


Adenda: parece que já consegui fazer funcionar a hiperligação.

Consequências dum embuste ecológico.

ECONOMIA - PUBLICO - FMI alerta para "consequências terríveis" se preços dos alimentos continuarem a subir

Pouco antes, a ministra alemã para o Desenvolvimento, que participará hoje numa reunião do Banco Mundial, apelou a um maior controlo do mercado global de biocombustível para evitar que a sua expansão aumente o preço dos alimentos.
-A frase que acima transcrevo, proferida pela ministra alemã para o Desenvolvimento, espelha as consequências a que certos fundamentalismos, nomeadamente as questões ligadas ao aquecimento global, abraçadas por uma espécie de novos cruzados do final do sec. XX, início do sec XXI, conduziram a Humanidade. A busca por novas soluções de energia, aliadas á crítica exacerbada á recusa da administração americana em ractificar Quioto, provocaram uma procura de cereais para a qual o mundo não estava preparado, isto a par duma recusa em discutir de forma séria a questão dos transgénicos. Enquanto foi possivel, todos disseram mal de George W. Bush, porque afinal era o que interessava, sem prepararem as implicações do aumento dos bio-combustiveis, certamente os mesmos que agora desavergonhadamente, não hesitarão em culpabilizar o FMI, os EUA ou a globalização pela escassez de cereais, afinal á mais fácil gritar do que pensar, mesmo que alguns dos mais mediáticos cruzados, acabem por deixar no planeta, uma pegada muito pouco ecológica.

12/04/2008

País atrasado!

PUBLICO - Ministro do Trabalho admite que Portugal tem das legislações laborais “mais rígidas do Mundo”

-Chamem-lhe flexigurança, ou como propõe o eurodeputado dinamarquês Ole Christensen, "segurbilidade", a verdade é que em Portugal qualquer tentativa de reforma, terá como resultado uma vontade férrea por parte dum governo com "coragem", que depois recuará á medida dos protestos na rua. Qualquer sindicalista com megafone, será capaz de colocar em causa um ministro, o reformismo cedeu o lugar ao eleitoralismo. Estudos e diagnósticos para quê, se no final, tudo ficará na mesma?

Eleições a quanto obrigas

PUBLICO - Sindicatos e Ministério da Educação chegaram a acordo


-Maria de Lurdes Rodrigues e sindicatos, chegam a acordo quanto á aplicação dum regime simplificado de avaliação de desempenho, o que na práctica quer dizer que ficará tudo na mesma. Bem poderá a ministra afirmar que conseguiu impôr um modelo de avaliação, mas preencher uma ficha de auto-avaliação, participar em acções de formação obrigatórias, cumprir os serviços distribuidos e ser assiduos serão o bastante para poder ter uma boa classificação. Parece-me evidente, que cumprir estes quatro critérios deveriam ser o mínimo para se poder continuar a dar aulas, que nem tal consegue, não será digno de poder continuar na carreira docente, nomeadamente no ensino público, pois estaria a parasitar o dinheiro do contribuinte, falta agora separar efectivamente o trigo do joio, os bons dos razoáveis, e premiar os primeiros, como forma de incentivar as boas prácticas, e permitir a progressão na carreira apenas com base no mérito. Afinal tanta inflexibilidade por parte de Maria de Lurdes Rodrigues e Valter Lemos, para no final a montanha parir um rato? Depois desta reforma pífia, alguém ainda será capaz de persistir em classificar este governo como reformista? Na administração, na saúde, nas obras públicas, e agora na educação, os recuos sucedem-se, o poder caiu á rua, de forma vergonhosa.

11/04/2008

Queriam separar a política dos J.O.

D.N. - Comité Olímpico critica autoridades de Pequim

-Não tenho dúvidas que estes J.O. já estão a sair bem caros ao regime comunista chinês, bem mais caros do que um eventual boicote, diga-se, uma não comparência dos principais políticos mundiais, significará uma censura da comunidade internacional, da qual o regime não poderá deixar de tirar ilacções, e sofrer consequências, nomeadamente no plano económico. Se por um lado o mundo precisa da China para crecer economicamente, não é menos verdade que a China escoa os seus produtos a baixos custos no mercado internacional. Serão muitos milhões de consumidores individualmente por todo o planeta, a conseguirem abalar o "milagre económico chinês"? Julgo que sim! Por isso o regime gostaria de retirar a política dos J.O., algo impossivel em 4 meses, para quem passou anos a inclui-los precisamente como montra do sucesso politico e económico do regime. As consequências ainda são imprevisiveis, mais repressão e endurecimento do regime, ou pelo contrário, uma democratização progressiva, será algo a decidir-se no plano interno, mas não me parece que possa ficar tudo na mesma.

Discriminar não vale

PUBLICO - Acções de trabalhadores com mais baixos rendimentos isentas de custas judiciais

-As custas judiciais não desaparecem apenas porque alguém fica isento. Quando não são pagas pelos próprios, será o estado, através do contribuinte a custeá-las. Isentar trabalhadores de baixos rendimentos de tais custos, poderá ser uma decisão política, que visa facilitar o acesso á justiça, poderia estar de acordo com a mesma, se ficassem isentos os trabalhadores a quem viesse a ser dada razão, patrocionados ou não por sindicatos. Com esta proposta, vai-se discriminar os trabalhadores sindicalizados, face a outros, que auferindo baixos salários, optem por não ser sindicalizados, o que me parece de todo injusto, já que o sol quando nasce ainda é para todos, mas esta discriminação, os sindicatos não contestam, óbvio, vão aproveitar para recrutar mais uns membros com a conivência governamental.

É necessário, mas!...

PUBLICO - Projecto de lei do PS sobre divórcio pretende “proteger as partes mais frágeis”


-Vamos por partes, deixar cair a figura do culpado para decretar um divórcio, estou plenamente de acordo, até aqui bastava um dos conjugues recusar a separação, para que o processo tivesse de ser litigioso, sendo obrigatório que no final do processo alguém fosse considerado culpado, mesmo que não tivesse qualquer comportamento censurável, sob qualquer ponto de vista. Também estou de acordo que o prazo seja drasticamente encurtado, não á là carte, para evitar que zangas emotivas possam dar origem a processos, que passados uns dias os intervenientes retiram, mas um prazo razoavelmente curto, um ano por exemplo, para que alguém que não queira continuar uma relação, não seja obrigado(a) a esperar 5 anos, adiando uma vida, em todas as implicações. A partir daqui, a legislação deve ser simplificada, parece-me contudo que o estado socialista, á boa maneira das decisões centralizadas, se prepara para regular ao mais infimo pormenor, aquilo que é da competência exclusiva dos interessados, assegurada perante um meritissimo juiz. O PS pode até estar sem oposição credível, mas deixem de procurar regular matérias que pertencem ao foro intimo de cada um. Basta de socialismo!

10/04/2008

Lá vem mais legislação socialista

PUBLICO - Governo prepara-se para alterar leis de modo a reduzir trabalho precário

-Mesmo tendo uma visão liberal da economia, não sou adepto do trabalho desregrado nem da exploração de mão de obra barata, ou de pessoas em situação de fragilidade. Esclarecido este ponto prévio, porque algumas mentes neo-socialistas, gostam de misturar os assuntos, alguns sem qualquer relação entre si, rotulando tudo como prácticas neo-liberais, palavrão cujo significado desconheço. Numa economia concorrêncial, as empresas, nomeadamente as pequenas empresas, recorrem aos contratos de trabalho a termo, porque a vida financeira duma empresa tem altos e baixos. Aparecem concorrentes no mercado, novos produtos ou serviços, não raras vezes é necessário reorganizar toda a sua actividade, fazer face a encargos bancários, impostos, honrar compromissos salariais com os seus trabalhadores, representam o limite máximo da capacidade da própria empresa, não raras vezes ultrapassando-o mesmo, se uma elevada percentagem dos trabalhadores dessa pequena empresa, forem trabalhadores efectivos, qualquer pequena crise significará falência da própria empresa, e despedimento da totalidade dos seus trabalhadores. Quanto mais regras apertadas existirem na legislação laboral, mais as empresas serão obrigadas a recorrer ao outsourcing, e mais contratos de trabalho a termo deixarão de ser renovados, de contrário ae pequenas e médias empresas, jamais poderão sobreviver. Não perceber este facto é não querer entender o óbvio, ou entrar por caminhos demagógicos, cujos principios todos concordamos, são bonitos, mas impossiveis de practicar. É importante sim fazer cumprir a legislação, não permitindo abusos, porque também não ingnoro existirem empresários sem escrúpulos, mas não é com o aperto das regras de contratação laboral que se resolvem problemas do foro judicial.

09/04/2008

Completamente de acordo

PUBLICO - Ângelo Correia considera “totalmente insatisfatória” a situação do PSD


-Ângelo Correia considera necessário restaurar a qualidade do partido, e refazer a necessidade de pensar, reconhecendo que a actual direcção, presidida por Luis Filipe Menezes, ainda não conseguiu esses objectivos. O que Ângelo Correia não disse, foi que já se perderam 6 meses sem determinar um rumo, nem existindo qualquer indicação nesse sentido, em face de mudanças de posição constantes, recuos, propostas demagógicas e não raramente incompativeis entre si, que deixam os militantes do partido, e muitos votantes sociais democratas, completamente desgostosos com a situação. Querer desmantelar o estado em apenas 6 meses, e simultaneamente garantir que não encerra um serviço durante uma legislatura completa, assinar um acordo no sentido de rever a lei eleitoral autárquica e posteriormente impôr condições para honrar o compromisso assumido, passar completamente ao lado das fragilidades governamentais, porque se desperdiça o tempo em lutas internas, são a marca até agora da liderança de L.F.M., muito pouco, para quem passou dois anos a criticar o seu antecessor, tendo já cometido tantos ou mais erros que Marques Mendes. E pior, muito pior, nem o país, nem o eleitorado social democrata, acreditam verdadeiramente que o PSD com a actual direcção possa constituir uma alternativa credível de governo, e trapalhadas já todos sabemos como terminam, com maiorias do PS e do engº Socrates.

08/04/2008

Deixem a língua portuguesa em paz

PUBLICO - Choque de titãs deixa deputados hesitantes face ao Acordo Ortográfico


-E já agora deixem também a lingua brasileira em paz, e naturalmente a sua ortografia, pede um blogger brasileiro ao qual cheguei via Apdeites V2, porque do outro lado do Atlântico também existem pessoas que não pretendem ser incomodadas por políticos, e alguns interesses menos claros, quanto á sua forma de escrever. Os caminhos separaram-se de forma natural, há cerca de um século atrás, são assim as linguas vivas, também um dia, Portugueses, Espanhois, Franceses e Italianos falaram e escreveram latim, influências locais, invasões, mistura de povos, o natural decurso da história, deu a cada povo a sua evolução natural, como está a acontecer entre português e brasileiro, e não português do Brasil, como alguns complexos neo-colonizadores ou colunizados afirmam. Para cúmulo pretendem incluir os africanos neste acordo, José Eduardo Agualusa, escritor que muito aprecio, do qual possuo a obra completa, é mesmo um dos maiores defensores deste acordo, mas seria bom perguntar no mercado Roque Santeiro o que pensa o povo angolano da escrita que lhe pretendem impôr, e não a alguem que se divide entre Rio de Janeiro e Lisboa, que não é de forma alguma representativo da identidade nacional angolana, que também existe. Não por acaso, Moçambique tem mostrado reservas em assinar o acordo, Cabo Verde e São Tomé não têm esses problemas por razões meramente económicas e turisticas, por isso o ractificaram. O acordo não passa duma ditadura ortográfica que nos querem impôr, mas vale a pena lutar pela nossa independência, pela nossa identidade histórica e cultural, da qual a nossa ortografia faz parte, tal como o fizeram os nossos avós no passado.

07/04/2008

China e Tibete no parlamento português

PUBLICO - Petição com 11 mil assinaturas pede ao Parlamento para condenar violência no Tibete


-Será previsivel que o PS permita apenas uma declaração vaga, genericamente apelando a princípios universais de paz e boa vontade, algo inócua para não irritar a embaixada chinesa em Lisboa, que ainda assim bem será capaz de enviar ao governo uma nota de protesto. Veremos quem tem coragem política, e quem não tem, do PCP nada haverá a esperar, os restantes partidos da esquerda á direita, será um caso a analisar. O que já não merece dúvidas, é que os J.O. estão a colocar embaraços ao governo chinês, o que não favorece de todo os negócios, as exportações, e o crescimento da economia chinesa. Protestos internacionais cada vez mais fortes, uma crescente contestação interna, que o governo terá muitas dificuldades em reprimir, pelo menos de imediato, e antes dos J.O., fazem muito mais pelos tibetanos, e pelos próprios chineses, do que qualquer eventual boicote. Hoje foi Paris, outras cidades se seguirão. Será que os nossos governantes continuam agachados de forma subserviente, ou escutam o povo?

Muito pouco com tanto por esclarecer

ECONOMIA - PUBLICO - Jardim Gonçalves: caso BCP "foi objecto de óbvio aproveitamento político"


-Jardim Gonçalves afirma nesta estrevista que existiu aproveitamento político, talvez tenha existido de facto, mas tratando-se duma entrevista, sem contraditório, e refugiando-se no segredo bancário e investigações em curso, no final fica apenas a tentativa de restaurar uma imagem, que o próprio reconhece ter sido gravemente penalizada. Fica o apelo ao reconhecimento duma carreira com cerca de 40 anos, várias vezes investigada e muitas elogiada, nem uma palavra sobre o choque de personalidades com Paulo Teixeira Pinto, ou outros casos mais polémicos. Não falando nos alegados investimentos em off-shores, entre outras questões da gestão da própria instituição.Foi pouco, esperam-se mais esclarecimentos deste homem, que chegou a ser apontado como modelo, e conheceu um inegável sucesso, que não quererá certamente este final de carreira, como legado ás gerações futuras.

Erro colossal

-Esta manhã tive que me deslocar ao centro de Lisboa. Gastei cerca de 20min para percorrer o trajecto da Av. Estados Unidos da América, na sua totalidade, desde a av Gago Coutinho, a Entrecampos. Dá logo para perceber o erro colossal que é apostar na travessia rodoviária Chelas-Barreiro, Lisboa não está preparada para mais umas dezenas de milhar de viaturas diariamente. Esperam-se na cidade mais túneis, eixos e outras obras que a descaracterizem, não havia necessidade.

06/04/2008

Não perceber o óbvio

PUBLICO - Ministra da Saúde “sem medo dos protestos” e preocupada com fuga para o privado


-De que forma espera o governo travar a fuga de médicos para o sector privado? Com os vencimentos da função pública a perderem anualmente poder de compra, face ao sector privado, muito por culpa duma reforma adiada por falta de coragem política, que vai provocar a impossibilidade de premiar os melhores, os mais competentes, estes sentem-se muito natural e justamente seduzidos, por ofertas mais atractivas do ponto de vista salarial, mesmo as regalias que o estado proporcionava á classe médica, têm vindo a ser sistematicamente reduzidas, ficando no sector público os iniciantes na carreira, em aprendizagem para passarem mais tarde ao sector privado. Atrás dos médicos irão os melhores enfermeiros, e ninguém poderá ficar admirado, se daqui por uns anos, Portugal tiver um SNS com qualidade terceiro-mundista, caro ainda por cima, e nem sequer universal e tendencialmente gratuito como se propõe. A falta de coragem política para efectuar verdadeiras reformas, em lugar de apregoá-las mantendo basicamente tudo na mesma, a persistência num modelo que se tem revelado ineficiente e insustentável, provocarão mesmo, uma saúde privada com qualidade, e um SNS de serviços com qualidade duvidosa a médio prazo, por enquanto tem-se mantido eficiente, muito por mérito dos seus profissionais, mais do que por consequência duma política sectorial nesse sentido. O princípio tem de ser o mesmo em toda a sociedade, a produtividade deve ser paga, o mérito reconhecido, tudo igual para todos, já se revelou uma utopia, geradora do nivelamento por baixo em qualquer sector de actividade, os médicos não são excepção, os bons, os melhores, querem mais, para os menos bons ou mediocres, basta assim. Deixem-se de preconceitos ideológicos, e percebam o mundo em que vivemos!

05/04/2008

Uma tragédia á espera de acontecer

PUBLICO - Armas de fogo apreendidas foram tantas como há 10 anos


-A crescente cultura de violência na sociedade, transportada para meio escolar, conjugada com a perca de autoridade e respeitabilidade aos olhos dos alunos, por parte dos docentes, favorecida por uma certa impunidade e tolerância face a comportamentos inaceitáveis, para os quais alguns sectores políticos, aliados a teorias pedagógicas que têm feito escola neste país, que conduziram ao actual eduquês, convictos que todos têm de estar na escola, porque não há pessoas más, é a sociedade que as transforma, e os amanhãs irão cantar, blá, blá, blá, conduziram até agora á ocorrência de episódios lamentáveis, mas que felizmente ainda não passaram disso mesmo, episódios, mas se não forem tomadas medidas sérias e credíveis, enviando um sinal aos pais e alunos, que certos comportamentos terão obrigatoriamente consequencias, um dia destes ficaremos horrorizados, com uma qualquer tragédia que inevitavelmente acontecerá, apenas não sabemos onde e quando. Programas como "escola segura", têm-se mostrado insuficientes, será necessária uma resposta mais musculada, sem medo nem preconceito, antes que seja tarde.

04/04/2008

Opções de desenvolvimento

J.N. - Obras da nova ponte arrancam em 2009

-O governo avança para a construção do novo aeroporto de Lisboa, sem estarem a meu ver, esgotadas todas as possibilidades de manutenção do actual, talvez aliviado do tráfego das low-coast, através da opção Portela + 1. Não seria necessário investir na construção duma infra-estrutura gigantesca, nem construir para já a 3ª travessia Chelas-Barreiro, já que a pte Vasco da Gama está manifestamente longe de ver a sua capacidade esgotada, sendo preferivel na margem sul, apostar no fecho da circular rodoviária, em termos de travessia, resolver duma vez o problema dos acessos a partir do concelho de Almada, construindo o túnel Algés-Trafaria, o qual poderia desviar grande parte do tráfego automóvel da cidade de Lisboa, em lugar de colocar mais umas dezenas de milhar por dia, como irá inevitavelmente ocorrer. Mas o túnel tem um problema, ficaria submerso, grande parte do país não poderia contemplar a obra do governo, o qual mantém fidelidade á preferência lusa, por elefantes e mamarrachos. As novas gerações pagarão a factura, sem que o país vá ganhar algo em desenvolvimento, apenas a despesa pública terá crescimento garantido, bem como as construtoras.

Insegurança escolar

PUBLICO - Ministra da Educação já conhecia dados sobre armas nas escolas revelados pelo PGR

-A ministra da educação, Maria de Lurdes Rodrigues, diz já ter tomado conhecimento da problemática das armas na escola, e principalmente nas imediações, situação para a qual o PGR lançou um recente alerta. Ainda bem que os nossos governantes estão atentos, neste caso, e face á existência dum programa "escola segura", em colaboração com o min da administração interna, gostariamos de saber, quantas detenções e acusações por posse ilícita de arma, foram efectuadas sobre alunos, ou no caso de menores, sobre os pais. Não basta afirmar que se tomou conhecimento, e estamos a fazer algo, é necessário mostrar resultados. Poderá o ministério apresentá-los?

03/04/2008

Inacreditável


-Que operadores económicos tenham acesso ás contas dos clientes, beneficiando de cumplicidade bancária.
Via O Insurgente.

Em grande!

PUBLICO - Nova ponte de Lisboa vai ser rodoferroviária entre Chelas e o Barreiro

-Uma nova ponte rodoferroviária para facilitar a entrada de dezenas de milhar de automóveis em Lisboa, era justamente o que necessitava o caótico tráfego automóvel na capital. Para mais, um excelente negócio para o governo, que irá potenciar o crescimento económico, através da construção, arrecadar receita através de portagens, e quiçá mais uns votos nas legislativas, para a C.M.L., via EMEL, através duma maior ocupação dos poucos estacionamentos disponiveis, e Polícia Municipal, que não irá ter mãos a medir, na colocação de bloqueadores e reboque aos veículos mal estacionados. Como cereja em cima do bolo, teremos o PS a procurar recuperar a C.M.Barreiro, perdida para a CDU nas últimas autarquicas. Pelos vistos bastaria ao país uma travessia ferroviária, preparada para passar um dia a rodoferroviária, se e quando tal fosse necessário, mas neste país, é tudo em grande, desde que seja para investir em betão, não importa aumentar a despesa pública, a próxima geração pagará a conta.

02/04/2008

Qual é o problema?

Expresso - Jorge Coelho vai administrar a Mota Engil

-Sempre tive de Jorge Coelho, uma boa opinião pessoal, divergências políticas á parte, enfrentou com dignidade o trágico acontecimento de Entre-os-rios, assumindo responsabilidades políticas de imediato, não se escudando nos tradicionais inquéritos e averiguações que costumam dar em nada, nem mostrou á época qualquer apego ao poder. Irá agora assumir funções executivas na Mota Engil, uma empresa de obras públicas, cliente do estado. Eu se fosse dono da empresa, também procuraria recrutar os melhores, não me causa pois qualquer estranheza ou repulsa, esta situação, como a de Ferreira do Amaral na Lusoponte, ou outras, sob a qual os mesquinhos, invejosos e mediocres da nossa praça, costumam lançar as maiores suspeitas, e teorias da conspiração. Entre os quais muitos socialistas, que criticaram abertamente Ferreira do Amaral, diga-se. O importante não é criar legislação avulsa, procurando alargar o leque de incompatibilidades, e sim escrutinar publicamente as decisões políticas, e dotar o sistema judicial de instrumentos, que possam detectar eventuais práticas de corrupção, e penalizar efectivamente os infractores. Quanto aos competentes, honestos e pessoas de bem, deixem-nos contribuir para o desenvolvimento do país e parem com a lamechisse. Não estou a julgar o caracter de Jorge Coelho, nem tão pouco a sua competência, essa análise cabe a todos nós, quando vai a votos, ou á Mota Engil, quando resolve contratá-lo, mas não poderia ficar calado, quando já vi por aí, os boateiros do costume, a prepararem julgamentos de caracter, a não ser que tenham adquirido algumas acções, isto é matéria que lhes diz tanto respeito, quanto o sítio onde irei jantar logo á noite. Nem Jorge Coelho precisará que o defendam, diga-se!

01/04/2008

A solução é privatizar a RTP

PUBLICO - PSD acusa Governo de adiar concurso para novo canal de televisão com "objectivos políticos"

-Quando é que o PSD se deixará de guerras de alecrim e manjerona com o PS, e aposta numa verdadeira alternativa á governação socialista? Estou a falar da privatização da RTP, algo cuja existência não faz sentido num regime democrático, a posse dum operador televisivo por parte do estado. Ainda poderei compreender que face a necessidades institucionais, possa existir um serviço exclusivamente público, para o qual bastaria a manutenção dum canal, que poderia emitir noticiários, e programas específicos de utilidade pública, que televisões privadas não se podem dar ao luxo de emitir, para programas como "Operação triunfo", "Prós e Contras", "Dança Comigo" ou "Quem quer ser milionário", poderia ainda acrescentar os espaços da manhã e da tarde, não será certamente necessária a manutenção da RTP, filmes e futebol, também encontram-se facilmente alternativas no mercado, então deixe-se de lado o acessório, saber se o partido do governo foi ou não beneficiado pela linha editorial informativa da RTP, já aturamos esse peditório há 34 anos, e aposte-se verdadeiramente no essencial, privatizar a RTP, duma vez por todas, sem complexos. Tenho é dúvidas que exista coragem para tanto, no actual PSD.

1º de Abril



-Onde se lê Portugal, deveria ser lido PSD. Mudar o PSD é algo que a actual direcção tem conseguido com razoável sucesso, tornando-o num partido sem rumo ou projectos credíveis. Mudar Portugal já será menos previsivel, a actual liderança do PSD conseguirá mesmo, é prolongar por mais 4 anos a maioria do engº Socrates, apesar da contestação a vários níveis.

A visitar

-Um novo blogue, câmara de comuns, bastante curioso dado não existir qualquer afinidade política entre grande parte dos seus autores, uns ligados ao PS, outros ao PSD, mais alguns ao CDS-PP, e não sei se algum será independente. Tenciono acompanhar, expero que não defraudem as expectativas, e entrem em polémica com regularidade. E já agora, que deixem a caixa de comentários sem moderação, sempre possibilitam uma maior vivacidade nos debates. Sucesso a todos.

31/03/2008

Um verdadeiro mãos largas, este Castro

PUBLICO - Raúl Castro autoriza cubanos a frequentar hotéis para estrangeiros

-Depois de autorizar os cubanos a adquirirem telemoveis e computadores, Raul Castro permite agora que os cubanos possam hospedar-se nas unidades hoteleiras, até aqui exclusivamente destinadas ao turismo. Um destes dias, ainda serão autorizados a comprar peixe, carne ou medicamentos nas farmácias, fora das senhas de racionamento que o governo atribui a cada família, em função das necessidades básicas de subsistência decretadas pelo regime. A ortodoxia comunista terá de ter cautela com eventual continuação desta política de Raul Castro, pois isto poderá ser o começo da glassnost versão cubana, acabando numa perestroika caribeña, o que deixaria desgostosos cá no burgo, muitos adeptos da "revolução".

Causa justa

Petição a favor da aprovação pela Assembleia da República de uma moção que condene a Violação dos Direitos Humanos e da Liberdade Política e Religiosa no Tibete.
Caso esteja de acordo, assine.

Declarações incómodas ou oportunistas?

-Jaime Gama, presidente da Assembleia da República, o mesmo que há uns anos apelidou de Bokassa Alberto João Jardim, proferiu agora elogios ao líder social democrata madeirense, considerando-o um exemplo de lutador, com obra feita, uma referência em termos de poder local. Desconheço o exacto contexto, em que Jaime Gama proferiu estas palavras, pormenor que por vezes é importante, mas as mesmas não poderiam deixar de causar incómodo no PS Madeira, como demonstra esta reacção. Um político experiente como Jaime Gama, não profere declarações deste teor inadvertidamente, resta saber se pretendia atingir a actual liderança do PS Madeira, ou a liderança do PSD nacional, da qual Alberto João Jardim se tem vindo progressivamente a distanciar, havendo também que levar em consideração a próxima visita de José Socrates á região, estratégias mais importantes para o PS nacional no imediato, que se mantém no mais absoluto silêncio, do que combater Alberto João Jardim, já que eleições no arquipélago só em 2011, e provavelmente com outra liderança no PSD Madeira.

30/03/2008

Mais uma (des)União Europeia

PUBLICO - UE fragilizada para negociar política de vistos com Washington

-Mais uma vez se coloca em causa a necessidade dum tratado político, numa união que não passa duma associação comercial de interesse comum. Como se poderá aprofundar politicamente o funcionamento duma união, quando não raras vezes, cada estado limita-se a defender os seus interesses? Então quando se trata de negociar com Washington ou Pequim, não existe de todo qualquer U.E., como de resto no Kosovo ou Tibete, para falar apenas nas questões mais recentes. Antes de partirem para qualquer tratado, os políticos europeus deveriam começar por ponderar, se existe algum sentimento de ser-se Europeu, a começar nos próprios, e será fácil de constatar que tal sentimento não existe.

Que sindicalismo é este?

PUBLICO - Carvalho da Silva: "Diabolização" do sindicalismo é "erro estratégico"

-Para Carvalho da Silva, as alterações á legislação laboral, não devem ser feitas sem acordo dos sindicatos, porque em sua opinião estes representam os trabalhadores, estão no terreno, pelo que não será possivel construir um saudável ambiente laboral numa lógica de confrontação. Acontece que o actual sindicalismo português, não é representativo dos trabalhadores deste país, mas apenas duma minoria instalada na administração pública, ou em grandes empresas nacionais, quando detêm capitais públicos. Os sindicalistas actualmente em actividade, fazem parte dos quadros destas empresas, ou da própria administração pública, estando dispensados de exercer as funções laborais, mas continuam a receber mensalmente o seu vencimento, ora é precisamente esta lógica, que mantém muitos deles agarrados ao lugar, sempre contra qualquer reforma ou privatização, lá se ia o cargo sindical, completamente alheados da realidade laboral dos portugueses, nomeadamente os mais jovens, já que defendem precisamente interesses corporativos instalados, que impedem a renovação e modernização. Quando os sindicatos representam de facto os trabalhadores, como no caso da Auto-Europa, é possivel negociar, obter acordos, e normalmente não alinham em greves gerais e outras lutas políticas, já que defendem o posto de trabalho dos seus representados, ao invés, a maioria dos sindicatos representativos dos diversos sectores do estado, sabem que no final do mês o salário está garantido, o posto de trabalho idem, pelo que são muitas vezes mais sensiveis aos interesses políticos dos seus patrocionadores, a quem prestam contas, do que aos trabalhadores que representam. Seria bom alterar a actual legislação que permite este estado de coisas, e colocar os sindicalistas a trabalharem nos seus postos, um sindicalista deveria ser em primeiro lugar um trabalhador, e não apenas tê-lo sido há uns anos atrás, para que não se percam as noções de quem está a ser representado, e talvez até consigam atrair novos filiados ao movimento sindical. De contrário, um dia destes, apenas existirão sindicatos para trabalhadores ligados contratualmente ao estado, de forma directa ou indirecta, já que os demais, não encontram quem os represente.

29/03/2008

Fala quem sabe

ECONOMIA - PUBLICO - Joaquim Ferreira do Amaral: “A ponte Chelas-Barreiro não resolverá o problema da 25 de Abril”


-Vale a pena ler a entrevista de Joaquim Ferreira do Amaral ao PÚBLICO, sobre o impacto da 3ª travessia do Tejo, caso o governo decida optar pelo traçado Chelas-Barreiro. Não resolve os actuais problemas da pte 25 de Abril, já que muito do actual tráfego tem origem no concelho de Almada, com destino aos concelhos de Amadora e Oeiras. Qualquer solução que coloque mais automóveis em Lisboa, será um desastre para o já saturado tráfego lisboeta, pelo que a opção de construir o túnel Algés-Trafaria, poderá ser a única a contribuir realmente para a resolução dos actuais problemas. Chelas-Barreiro, poderá encontrar justificação como travessia ferroviária, mas está por provar, a necessidade que Portugal tem no TGV. Quanto a mim, seria preferivel apostar no túnel, como prioridade, até pela óbvia necessidade de existir uma alternativa, quando o tráfego na 25 de Abril sofrer obrigatórias restrições, por inevitáveis obras que terão mesmo de ser realizadas, mais cedo ou mais tarde.

28/03/2008

Redução fiscal no reino da fantasia

PUBLICO - Sócrates: baixa do IVA terá efeitos na economia, nos preços e nas expectativas

-"uma descida de impostos é sempre desprezível para quem é rico mas não para quem é pobre".
-A frase acima proferida pelo primeiro ministro, encerra em si mesma uma demagogia inacreditável. Basta fazer contas, em cada 5 Euros, os preços descem 5%, mas apenas nos artigos taxados a 21%. Para preços inferiores, os arredondamentos, deixarão os preços exactamente na mesma, ou descerão 1 a 2 cêntimos. Sabendo á partida, o peso que representam bens e serviços alimentares, no orçamento das famílias mais carenciadas, os quais não irão sofrer qualquer redução, por já serem taxados de forma reduzida, reduções significativas só mesmo no sector automóvel, bem como outros artigos de elevado valor, precisamente aqueles que os mais pobres adquirem, mas só quando entram no reino da fantasia, para visitar Socrates no país das maravilhas. A descida de 1% na taxa de IVA, apesar de benéfica para as empresas, é insuficiente para o crescimento económico, ineficaz para os mais carenciados, servindo principalmente, os objectivos demagógicos e eleitoralistas do governo.

A cidade do Zé - II

PUBLICO - Sá Fernandes disponível para melhorar proposta do Wind Parade em Lisboa

-Já tinha escrito no início do mês este post, intitulado a cidade do Zé, reagindo á notícia então avançada pelo semanário SOL. Sendo alguém que se tornou conhecido em Lisboa, por lutar contra atentados urbanisticos, alguns dos quais não chegaram a ser construidos, como o célebre elevador, não se percebe a ideia de colocar numa cidade histórica como Lisboa estes verdadeiros mamarrachos, capazes de degradar por completo a bela paisagem da cidade das 7 colinas. Espero que os vereadores da oposição, levem tanto a sério esta proposta, quanto a ideia apresentada no final do verão passado por Sá Fernandes, de explorar comercialmente, as corvinas e conquilhas do Tejo, bem como criar azeite e vinho com marca Lisboa. O Zé faz realmente falta a Lisboa, sem ele, o anedotário da cidade, ficaria bem mais pobre. Agora afirma-se disponivel para melhorar a proposta, mostrando-se sensivel aos argumentos da oposição, só se fôr no sentido de não colocar esta bizarria, numa cidade que tem paisagens bem mais interessantes, como o Castelo de S. Jorge, a Torre de Belém, os Jerónimos, a Ajuda ou o Terreiro do Paço, entre muitos locais admiráveis, não precisando rigorosamente para nada, das turbinas do Zé.

27/03/2008

Consequências da descida no IVA

J.N. - IVA baixa para 20% a 1 de Julho

-Muitos já vieram a público clamar por descidas de preços, ou alertar para eventuais apropriações da baixa na taxa de IVA, de 21 para 20 por cento. Convém relembrar, que há 3 anos atrás, muitas empresas também não aumentaram os preços ao consumidor, nomeadamente pequenos comerciantes e prestadores de serviços, que face á dificil situação económica, e quebra no consumo, optaram por assumir para si as consequências do aumento no imposto. Será lógico que esses agora não desçam preços, embora sejam as leis da concorrência a ditar regras. Por outro lado, convém não esquecer, que 1 por cento, representa 5 centimos em 5 Euros, pelo que em preços de bens de custo inferior, um café por exemplo, tal descida é logo assumida por arredondamento. Quer isto dizer que o governo não deveria ter baixado o IVA? Não, ao contrário do que defende o BE, aumentar margens de lucro das empresas, muitas delas completamente asfixiadas financeiramente, poderá ser a diferença entre encerrar portas ou manter actividade, sabendo qual a importância social no país real, das pequenas e médias empresas, em termo de criação de emprego e redistribuição da riqueza. Mas esta medida, peca por defeito, 1 por cento não chega, o ideal será voltar aos 17 por cento, em conjunto com redução do IRS e IRC, possibilitando um aumento no consumo, bem como maiores possibilidades de investimento na economia, mas para tal acontecer, será necessário repensar e definir as funções do estado, e principalmente, reduzir a despesa pública. Exactamente o caminho que o governo teima em não seguir, agarrado a complexos ideológicos ultrapassados.

26/03/2008

Descida do IVA, início da campanha eleitoral

PUBLICO-José Sócrates não afasta nova descida de impostos no próximo ano

-Há apena 15 dias, José Socrates afirmou que era irresponsabilidade falar em descida de impostos. É certo que descer 1% na taxa de IVA nada tem de extraordinário, há 3 anos quando chegou ao governo, foi proposta ao país, com base nos resultados daquela duvidosa intervenção do governador do BP, uma subida de 2%, com vista á estabilização das contas públicas. Atingido o objectivo, a acreditar nos números avançados pelo governo, a descida deveria apresentar igual valor, mas claro, 2009 é ano de eleições, logo há que reduzir agora um pouco, para mais tarde, talvez no início do próximo ano, completar a operação, garantindo assim, um ano de campanha eleitoral, sempre a descer impostos, ainda que de forma pífia, sem grandes consequências previsiveis no desenvolvimento económico, que deveria ser a principal questão do país. Claro que registo como benéfico, qualquer alívio da pesadíssima e asfixiante carga fiscal, mas esta medida, será tão eficaz, quanto anunciar a alguém condenado a trabalhos forçados, que a partir da amanhã terá um tratamento mais ligeiro, podendo descansar durante um minuto.

Hillary in fantasyland

PUBLICO-Mundo: «O pequeno lapso» ou «a desonestidade» de Hillary Clinton


-Vale a pena ler esta notícia do PÚBLICO, bem como ver o vídeo, para ficarmos cientes do calculismo e hipocrisia, fabricados pela candidatura da sen. Clinton. Recorde-se o episódio da lágrima cínica de New Hampshire, por alguém incapaz de verter uma única durante todo o episódio Lewinski, as fotos de Barack Obama no Quénia, ou os ataques pessoais ao sen. do Illinois. Alguém que sai dum avião debaixo de fogo, jamais o esquecerá em toda a sua vida, nem confundirá tal sítio com qualquer outro. Quando apela á experiência, e não é líquido que ser casada com alguém, seja um factor de experiência, deverá estar a pensar na Hillary in wonderland, ou fantasyland, ainda nos tempos de criança.

25/03/2008

Horários comerciais

PUBLICO-PSD propõe que definição dos horários do comércio seja competência municipal


-Luis Filipe Menezes vem propôr a passagem para as autarquias, da responsabilidade de definição dos horários do comércio. Não deixa de ser um pouco estranha tal pretensão, no momento em que vieram notícias a público, de que o executivo se prepara para analisar a situação, pelos vistos, o PSD não quer tomar uma opção política, estendendo a mão ao governo, pois caso este aceite, dum ápice sacode a responsabilidade de tomar uma decisão impossível de agradar a gregos e troianos, e coloca o ónus nos ombros dos autarcas, os quais ficarão entalados entre a espada e a parede. Por um lado, pretendem atrair e manter as superfícies comerciais no seu território, fontes de receitas, pelo que inevitavelmente serão pressionados, por outro não podem desprezar o voto dos comerciantes. Será um caso interessante de analisar, caso a proposta vá por diante, parece-me á primeira vista, que o PS terá mais a ganhar com a mesma, do que propriamente o PSD. Sendo contudo um defensor da liberalização dos horários, a questão a meu ver, não será quem emite o licenseamento, mas a revogação imediata da legislação em vigor, razão porque eu, e outros 250.000 portugueses, assinámos uma petição. O facto positivo da proposta do PSD, seria alguns autarcas optarem pela liberalização, representando um aumento na liberdade de escolha.

Irresponsabilidade financeira

D.N. - Dívidas aumentam no crédito ao consumo

-Enquanto muita gente vai ficando preocupada com a crise norte-americana, e a consequente desvalorização do Dolar face ao Euro, prejudicando as exportações da zona Euro, e por consequência toda a economia, por cá os portugueses vão esquecendo, que não fora este cenário internacional, com a inflação no actual patamar, já o BCE teria subido as taxas de juro. Acontece, que cada vez que o juro sobe, quanto mais endividadas estiverem empresas e particulares, maior o risco de incumprimento, por vezes chegando a situações dramáticas de insolvência financeira. Não podemos passar a vida a criticar o BCE, mesmo que por vezes não tome as decisões mais acertadas, há que olhar para o actual panorama da sociedade portuguesa, os seus valores, onde a maioria julga que o crédito é um bem e um direito, será um direito é certo, quanto a ser um bem tenho sérias dúvidas, esquecendo que poupar é essencial, em lugar de aumentar constantemente a dívida, e façam-me o favor, para comprar electrodomésticos e viagens? Para adquirirem casas, a preços elevadíssimos, contribuindo assim para a especulação imobiliária, cujos salários não conseguem suportar? A maioria da população, e isso não é culpa dos juros bancários, nem da economia, é culpa individual de cada família, nem sequer previne um eventual infortunio, como desemprego, mesmo que passageiro, doença ou divórcio, qualquer imponderável será fatal face a enorme endividamento, não raras vezes, motivado por banalidades. Quem critica o país, por não ter o nível de vida de outros povos, será bom ficar avisado, que outros povos europeus, não têm o comportamento irresponsável de muitos portugueses.

24/03/2008

Fundamentalismo fiscal e bizarra metodologia

PUBLICO - DGCI ameaça noivos com coimas se não derem informações sobre o casamento


-Li 2 vezes esta notícia do PÚBLICO, pela dificuldade de acreditar na mesma á primeira, tal a bizarria nos métodos de actuação da DGCI. Não serei eu a defender a fuga e evasão fiscal, ainda que possa contribuir para a sua explicação, a mesma deriva em parte da pesadíssima carga fiscal, nomeadamente a que incide sobre o rendimento, a par com o fraco desempenho da economia. Os dois factores em conjunto, levam a que muita gente necessitada de dinheiro, para fazer face a básicas despesas do dia a dia, aceite trabalhar fins de semana ou feriados, os chamados biscates, por vezes em actividades que nem são a sua área profissional, outras, fora da sua entidade profissional. Isto acontece em casamentos, baptizados, noites de fim de ano, e mais alguns eventos esporádicos. Não fora assim, e tudo declarado, muitos nem aceitariam tais trabalhinhos extras, nem sei mesmo se existiriam pessoas para assegurar a realização de tais eventos. Isto não quer dizer que o estado, através da entidade competente, a DGCI, deva fechar os olhos, ou pactuar com a ilegalidade, mas intimidar os noivos? Não terão outros métodos? Não poderão aceder aos locais onde estas actividades decorrem, durante a realização das mesmas, identificar quem lá está prestando serviço, de forma discreta, sem perturbar a cerimónia, e actuar á posteriori? Ou como estas actividades decorrem fora das normais horas de expediente da função pública, opta a DGCI por estes bizarros métodos, para não pagar horas extraordinárias aos seus próprios funcionários? Em qualquer caso, há aqui algo de errado.


Adenda

Em reacção á notícia do PÚBLICO, Finanças vão corrigir “excessos” na informação exigida a recém-casados.

23/03/2008

Tropa de Elite, ou a violência urbana



-Li na Revista Atlântico deste mês, um artigo de Pedro Sette Câmara, sobre o escândalo que provocou em alguma sociedade brasileira, o facto do BOPE ter passado a ser aplaudido nas ruas, quando no filme de José Padilha, este batalhão tortura e mata. Será bom pensar que a realidade do Brasil, não está tão longe de nós, quanto muitos imaginam, e nos querem fazer crer. Até aceito que as estatisticas apontem no sentido da diminuição da criminalidade em Portugal, mas a que existe, está cada vez mais organizada, atingindo niveis de violência até aqui ignorados na sociedade portuguesa, com fenómenos de carjacking e assaltos á mão armada em plena luz do dia, como na passada semana foi verificado por algumas pastelarias na zona do Cacém. Este sábado é o Expresso, que apresenta uma reportagem com pessoas da linha de Sintra, que saiem armadas ás ruas. O que alguma esquerda teima em não perceber, é que ser bandido é também uma questão de escolha, muitas pessoas em bairros menos favorecidos optam por trabalhar, ganhando a vida honestamente, não raramente sendo as primeiras vítimas de escumalha sem escrúpulos, que não gostando de trabalhar, organiza-se em gangs, parasitando qual abutres, o resultado do esforço e trabalho alheio, pelo que face á ineficácia do nosso sistema policial e principalmente judicial, por enquanto apenas levou a que alguns cidadãos optem por andarem armados, caso não exista vontade política de combater o crime, chegar a uma realidade identica á do Brasil, será uma questão de tempo. Por lá, como demonstram as reacções ao filme "Tropa de Elite", a sociedade aplaude a repressão policial, porque os cidadãos, fartos de serem vítimas, gritam BASTA!

22/03/2008

Prejuízo para os consumidores

J.N. - Seis hipermercados encerrados pela ASAE

-A lei é para cumprir, nada tenho pois a opôr á actuação da ASAE, mesmo tratando-se duma lei absurda, a qual proibe os hipermercados de funcionarem em dias feriados e domingos. Para proteger o pequeno comércio não será certamente, ainda esta manhã me desloquei a uma destas superfícies, a fim de copiar uma chave que ontem á tarde parti, passei em primeiro lugar pela loja da especialidade, aqui na localidade onde resido, encontrando-se a mesma encerrada até á próxima segunda-feira, não me restando outra alternativa que deslocar-me ao centro comercial, onde existe uma loja idêntica, bastou-me esperar meia hora, entretanto aproveitada para comprar alguns artigos que faziam falta cá em casa, no hipermercado, passada meia-hora voltei á loja e já tenho a chave que necessitava. O comércio tradicional não aproveita as oportunidades da actual legislação, practicando por vezes horários parecidos com repartições do século passado, saiem penalizados os consumidores, que estão impossibilitados de adquirir o que precisam, no momento em que precisam. Apesar das petições e recolhas de assinatura, promovidas durante o ano passado, mas que ainda não mereceram atenção por parte do actual governo.

21/03/2008

A propósito do dia, da minha poetiza preferida.

Florbela Espanca

Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Aquém e de Além Dor!

É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!

É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim...
É condensar o mundo num só grito!

E é amar-te, assim, perdidamente...
É seres alma, e sangue, e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente!

A propósito do dia, do meu poeta preferido.

Álvaro de Campos

Se te Queres

Se te queres matar, por que não te queres matar?
Ah, aproveita! que eu, que tanto amo a morte e a vida,
Se ousasse matar-me, também me mataria...
Ah, se ousares, ousa!
De que te serve o quadro sucessivo das imagens externas
A que chamamos o mundo?
A cinematografia das horas representadas
Por atores de convenções e poses determinadas,
O circo policromo do nosso dinamismo sem fím?
De que te serve o teu mundo interior que desconheces?
Talvez, matando-te, o conheças finalmente...
Talvez, acabando, comeces...
E, de qualquer forma, se te cansa seres,
Ah, cansa-te nobremente,
E não cantes, como eu, a vida por bebedeira,
Não saúdes como eu a morte em literatura!
Fazes falta? Ó sombra fútil chamada gente!
Ninguém faz falta; não fazes falta a ninguém...
Sem ti correrá tudo sem ti.
Talvez seja pior para outros existires que matares-te...
Talvez peses mais durando, que deixando de durar...

A mágoa dos outros?... Tens remorso adiantado
De que te chorem?
Descansa: pouco te chorarão...
O impulso vital apaga as lágrimas pouco a pouco,
Quando não são de coisas nossas,
Quando são do que acontece aos outros, sobretudo a morte,
Porque é coisa depois da qual nada acontece aos outros...

Primeiro é a angústia, a surpresa da vinda
Do mistério e da falta da tua vida falada...
Depois o horror do caixão visível e material,
E os homens de preto que exercem a profissão de estar ali.
Depois a família a velar, inconsolável e contando anedotas,
Lamentando a pena de teres morrido,
E tu mera causa ocasional daquela carpidação,
Tu verdadeiramente morto, muito mais morto que calculas...
Muito mais morto aqui que calculas,
Mesmo que estejas muito mais vivo além...
Depois a trágica retirada para o jazigo ou a cova,
E depois o princípio da morte da tua memória.
Há primeiro em todos um alívio
Da tragédia um pouco maçadora de teres morrido...
Depois a conversa aligeira-se quotidianamente,
E a vida de todos os dias retoma o seu dia...

Depois, lentamente esqueceste.
Só és lembrado em duas datas, aniversariamente:
Quando faz anos que nasceste, quando faz anos que morreste.
Mais nada, mais nada, absolutamente mais nada.
Duas vezes no ano pensam em ti.
Duas vezes no ano suspiram por ti os que te amaram,
E uma ou outra vez suspiram se por acaso se fala em ti.

Encara-te a frio, e encara a frio o que somos...
Se queres matar-te, mata-te...
Não tenhas escrúpulos morais, receios de inteligência! ...
Que escrúpulos ou receios tem a mecânica da vida?

Que escrúpulos químicos tem o impulso que gera
As seivas, e a circulação do sangue, e o amor?

Que memória dos outros tem o ritmo alegre da vida?
Ah, pobre vaidade de carne e osso chamada homem.
Não vês que não tens importância absolutamente nenhuma?

És importante para ti, porque é a ti que te sentes.
És tudo para ti, porque para ti és o universo,
E o próprio universo e os outros
Satélites da tua subjetividade objetiva.
És importante para ti porque só tu és importante para ti.
E se és assim, ó mito, não serão os outros assim?

Tens, como Hamlet, o pavor do desconhecido?
Mas o que é conhecido? O que é que tu conheces,
Para que chames desconhecido a qualquer coisa em especial?

Tens, como Falstaff, o amor gorduroso da vida?
Se assim a amas materialmente, ama-a ainda mais materialmente,
Torna-te parte carnal da terra e das coisas!
Dispersa-te, sistema físico-químico
De células noturnamente conscientes
Pela noturna consciência da inconsciência dos corpos,
Pelo grande cobertor não-cobrindo-nada das aparências,
Pela relva e a erva da proliferação dos seres,
Pela névoa atômica das coisas,
Pelas paredes turbihonantes
Do vácuo dinâmico do mundo...

o eduquês

-Os burocratas do ministério da educação, sentados nas suas secretárias da 5 de Outubro, puderam ontem assistir, ao resultado das suas políticas implementadas nas últimas décadas, o eduquês em todo o seu esplendor. Aquela turma, julgo que o 9º C, da escola secundária Carolina Michaelis, acabou prestando, ainda que involuntariamente um grande serviço ao país, hoje sabemos exactamente, que as escolas funcionam apelando ao bom senso e colaboração de pais e alunos, sem que os professores exerçam qualquer tipo de autoridade. Não é permitido suspender ou expulsar um aluno, procuram-se todas as formas de facilitismo, que visem evitar reprovações, para orgulhosamente se exibirem estatísticas, permitindo que os jovens sejam formados numa cultura onde impera a bardinagem, o desrespeito pelas mais elementares regras de civismo, educação e respeito pela autoridade. Exige-se ao governo que tome medidas, naturalmente não para resolver este caso concreto, mas que possibilite á escola uma maior autoridade, autonomia, onde os professores saibam exactamente as suas competências, e assumam as responsabilidades, quem não quiser, saia do sistema, existem outras profissões, e os alunos, passem a estar OBRIGADOS a comportamentos sociais aceitáveis, sob pena de suspensão, expulsão para reincidentes. Os paizinhos podem começar por dar chazinhos ás criancinhas, e educarem os seus filhos em casa, não podem é exigir da sociedade, que esta seja obrigada a aturar e corrigir, o resultado dos fracassos e frustrações familiares.

Os conselhos de Marcelo

J.N.-"PSD deve abrir-se à Esquerda"


-Em matéria de guinadas á esquerda, não creio que Luis Filipe Menezes necessite dos conselhos do prof. Marcelo Rebelo de Sousa, ou qualquer outra personalidade, afinal já veio publicamente garantir que um eventual governo a que presida, não encerrará qualquer serviço do estado durante uma legislatura. Também é opositor da reforma da justiça, administração ou saúde, tudo o que signifique encerrar serviços, mesmo que inúteis, não contem com o PSD, já que Menezes necessita agradar ás bases, os autarcas do partido, numa lógica populista, carregada de demagogia pelo meio. Mesmo que venha a disputar uma parte do eleitorado á esquerda do partido, com o PS liderado pelo engº José Socrates, o que eu gostaria de perceber, é quem disputará com a abstenção, o voto dos eleitores de direita, entre os quais me incluo, sem vislumbrar no horizonte, qualquer sinal de esperança protagonizado no espaço político e ideológico em que acredito, mas que pelos vistos ninguém pretende representar. Vai sendo tempo, de não nos deixarmos intimidar com os perigos duma governação de esquerda, representada pelo PS, pois que governem, será preferível a continuar na inutilidade do chamado voto útil. Ou alguém apresenta propostas concretas, coerentes, num programa que tenha por objectivo reduzir o peso do estado na sociedade, baixando a asfixiante carga fiscal que pesa sobre particulares e empresas, redefinindo o que pretende ser o papel do estado, ou definitivamente recuso votar.

20/03/2008

Björk menciona o Tibet, durante concerto em Xangai



-A cantora islandesa Björk, actuou no passado dia 2 em Xangai. Terminou a sua actuação com a canção "Declare Independance", pelo meio, ouvem-se as palavras Tibet. A alusão é óbvia.

O lamentável ensino público português


-Uma professora tenta tirar o telemóvel a uma aluna insubordinada, que deveria pura e simplesmente ter sido mandada sair da sala de aula. Uma vergonha, para alunos, professores e ministério. O estado deplorável da educação em Portugal.

-Também publicado n' O Andarilho.

Uma oferta de quase nada, a quase ninguém



-O primeiro ministro José Socrates, decidiu apresentar ontem no parlamento, o trunfo de reduzir em 50%, o valor das taxas moderadoras aos utentes do SNS, com mais de 65 anos. Mas durante o debate, veio a verificar-se, que cerca de 80% dos utentes naquela faixa etária, já se encontram isentos, pelo que restam 20% para quem a medida se revelará eficaz. Mas dado o valor das taxas moderadoras aplicadas, será uma redução quase sem significado, atingindo quase ninguém, normalmente a este tipo de prácticas, chama-se demagogia. O primeiro ministro poderia e deveria sim, abordar de forma mais séria o significado das taxas moderadoras, que como o próprio nome indica, servem para moderar o acesso, criar nos utentes um efeito dissuasor de recurso a determinados serviços, por exemplo as urgências em detrimento das consultas, mas aí as isenções tornam-se dificeis de justificar, nomeadamente quando não existe razão médica válida que justifique tal recurso, por outro lado, sendo o SNS um serviço tendencialmente gratuito, o mesmo não deve ser financiado por taxas, pelo que das duas uma, ou o seu valor é meramente simbólico, logo completamente ineficaz cobrá-lo, ou o seu valor é importante para o funcionamento do SNS, logo será inconstitucional. Isto porque o SNS é financiado através dos cidadãos, de forma proporcional ao rendimento, pelo que não se justificam depois diferenciações ou escalonamentos na prestação dos serviços médicos, razão que também me leva a criticar a posição assumida pelo PSD, quando afirmou que a medida não vinha beneficiar os mais necessitados, nem deveria, as taxas moderadoras a existirem devem ser universais. Já não consigo compreender e aceitar, a existência de taxas nas cirurgias e internamentos, pois não vejo em que medida as mesmas podem ter o tal efeito dissuasor, ninguém é internado ou sujeito a cirurgia por vontade própria.

-Nota - Como é público, não defendo a existência do SNS, facto totalmente irrelevante neste caso concreto, já que a análise partiu do pressuposto da sua existência, uma vez que é o modelo vigente em Portugal, incidindo apenas nas taxas moderadoras, numa lógica de existência dum SNS. Outros modelos não estão por agora em discussão.

19/03/2008

Tibete livre

Petição a favor da aprovação pela Assembleia da República de uma moção que condene a Violação dos Direitos Humanos e da Liberdade Política e Religiosa no Tibete.

-Caso concorde, assine aqui.

Descubra as diferenças




-Alguém especialista em Direito Internacional, fará o favor de me explicar as diferenças entre a vontade independentista destes dois territórios?

Para registar

D.N.-Direcção do PS faltou ao lançamento de Alegre

-É costume afirmar-se que existem silêncios que valem por mil palavras. Neste caso, pergunto, quantas presenças valerão uma ausência? Manuel Alegre lançou o seu novo livro, contando com a presença de amigos, e adversários políticos de vários quadrantes, mas do seu partido apenas estiveram presentes os deputados, Alberto Martins, líder parlamentar e Maria de Belém Roseira, ambos seus apoiantes nas presidenciais.

18/03/2008

Novo mapa judiciário

PUBLICO-Nova organização dos tribunais vai mudar funcionamento da justiça

-Tenho assistido aos mais incriveis argumentos contra a alteração do mapa judiciário. Guerras de alecrim e manjerona, com cada concelho a querer manter o seu tribunal, como já antes o hospital. A fazerem a vontade aos autarcas, alterações ao mapa talvez lá para o sec. XXII. Tenham juízo meu senhores, o que Portugal precisa é duma justiça célere e eficaz, funcionando em instalações condignas. Foi absolutamente vergonhoso, assistir ainda há poucas semanas na televisão, chover na sala do juiz de Gondomar, responsável pelo processo "apito dourado". Utilizar o argumento que tem de existir um tribunal em cada concelho, por razões de próximidade, para melhor servir as populações, é negar todo o investimento que o país realizou nas últimas décadas na melhoria da rede viária, aproximando populações de diferentes localidades. A mesma lógica populista e demagógica, que levou Luis Filipe Menezes a romper o acordo, percebe-se a estratégia do PSD, cada vez sofrendo maior contestação interna, L.F.M. não quer perder apoios de autarcas, envolvidos em guerras com o município vizinho, cada um esgrimindo argumentos, para manter o tribunal no seu território. É importante para Portugal, que os tribunais funcionem em instalações condignas, que os processos sejam concluidos em tempo útil, e que os cidadãos tenham acesso á justiça, agora perdermos tempo com uns quilómetros á esquerda ou á direita, façam-me o favor, deixem-se de disparates!

17/03/2008

Luta política e liberdade de imprensa

PUBLICO-Colunista Daniel Oliveira condenado a pagar dois mil euros a Alberto João Jardim por difamação

-Tenho por princípio nunca comentar decisões judiciais. Custa-me no entanto aceitar, que em Portugal alguém seja condenado por exprimir uma opinião. Mesmo não concordando com o Daniel Oliveira, pessoa que não conheço, com quem não tenho qualquer afinidade política, parece-me que neste artigo, não terá ultrapassado os limites da liberdade de imprensa, num artigo meramente político. Concordo que exista uma linha inultrapassável, que estará na protecção da privacidade do visado, o que manifestamente aqui não terá sido sequer beliscado. Se a moda pega, os jornais deixarão de ter colunistas de opinião, e mesmo em blogues será um caso a ver.

30 anos



-Goste-se ou não do estilo, seja-se apoiante ou adversário de Alberto João Jardim, a vida política portuguesa não seria igual sem esta personalidade. 30 anos é muito tempo, como retratam as imagens.

Estado todo poderoso

A.F. - CIP vai exigir ao Governo pagamento de juros em caso de atrasos

-Não sei se a pretensão da CIP irá obter acolhimento, mas não posso deixar de realçar a justeza da mesma, cidadãos particulares ou empresas, são altamente lesados na sua relação com o estado, que utiliza um poder desproporcionado, que tem, embora com grande injustiça. Quando alguém, individual ou entidade, se atrasa no pagamento duma multa, ou imposto, vê logo serem-lhe cobrados juros, quando é o estado a protelar um pagamento, acaba por pagar mais tarde sem consequências. Mesmo que durante esse período, não raras vezes, o estado ainda cobre impostos sobre uma verba que o contribuinte não recebeu, como acontece sempre que é emitida uma factura, a mesma fica sujeita a IVA, e não raras vezes, as empresas são obrigadas a liquidar mais esse imposto, sem que o estado tenha cumprido a sua obrigação, causando problemas de tesouraria, os quais irão por sua vez, dificultar o cumprimento das obrigações, para com fornecedores e colaboradores. Seria bom, que o estado, e seus tentáculos, começassem a pagar juros, como acontece aos demais, e principalmente, que começassem a pagar a tempo e horas.

16/03/2008

Free Tibet



-Sou contra qualquer boicote olímpico, por uma questão de respeito para com os atletas, que passam quatro anos a prepararem um evento, por vezes o ponto mais alto duma carreira, sendo obviamente injusto que motivos políticos deitem por terra todo um trabalho. Também me parece legítimo, que os Jogos Olímpicos de Pequim, cuidadosamente preparados pelo regime Chinês, possam ser aproveitados pela comunidade internacional, para chamar atenção para a ocupação do Tibete, e direitos Humanos na própria China, em conferências de imprensa, nas cerimónias, fora do alcance dos longos braços da censura governamental, bem dentro do território do império do meio.

Obrigação mínima cumprida

D.N.-Poucos protestos e muitos autocarros

-O PS cumpriu o mínimo que lhe era exigido, ao conseguir uma enchente no velhinho pavilhão do académico do Porto. Mas não tenhamos ilusões, para conseguir juntar cerca de dez mil apoiantes, foi necessário transportar militantes em autocarros, oriundos um pouco de todo o país. José Socrates não terá grandes razões para sorrir, noutros tempos, dez mil pessoas para um comício no Porto, conseguiam-se logo ali, com algum reforço em Matosinhos, mas hoje, mesmo os votantes fiéis do partido, não estão com disposição para grandes festanças, pelo que vai sendo necessário recorrer ás concelhias do interior do país, que proporcionam passeios aos mais idosos, com um lanche incluido. Maria de Lurdes Rodrigues por seu lado, saíu reforçada, graças ao apoio demonstrado pelas bases, numa encenação preparada pelo aparelho do partido, demonstrando claramente ao país, que está no governo para durar, apesar de muita contestação. Uma palavra para os manifestantes que se passearam pelas imediações, convocados por SMS, face ás inúmeras opiniões, questionando a oportunidade e legitimidade de perturbação dum evento partidário, após uma vitória esmagadora nas ruas de Lisboa na semana anterior, a desmobilização da acção foi por demais evidente, ficando reduzida a umas escassas duas centenas de pessoas, que ficaram por conta própria, sem apoios, não permitindo a José Socrates a jogada da vitimização.

15/03/2008

Espanhol técnico


-Via Expresso.
-Também publicado n' O Andarilho.

Porque não proibir a imbecilidade legislativa?

Correio da Manhã-Segurança: Governo avança com esterilização de cães
Extintos por decreto


-O governo socialista não pára na sua fúria reguladora. Depois da lei do tabaco, enquanto no partido já existe quem pretenda regular algo tão individual, como a colocação de piercings, vem agora o ministro da Agricultura anunciar medidas, que mais não representam que a extinção a prazo, de 7 raças de cães, classificados como potencialmente perigosos. Todos sabemos que existem em Portugal lutas de cães clandestinas, organizadas em bairros problemáticos, nos arredores das cidades de Lisboa e Porto, assim como existem pessoas que utilizam estes cães como armas, para os mais diversos fins. Como forças policiais mal equipadas, e um código penal demasiado brando e tolerante, são incapazes de retirar a escumalha das ruas, e garantir a segurança aos cidadãos, o governo opta por atacar o elo mais fraco, o animal, através de legislação constitucionalmente duvidosa, certamente a merecer uma queixa para os Tribunais Europeus. O que seria expectável e desejável por parte do governo, era obrigar os proprietários destes animais, a cumprirem a legislação em vigor, nomeadamente controlo sanitário, registos e conduta cívica, agravando duramente as penas aos infractores, aproximando-se da tradição anglo-saxónica, onde os donos destes cães podem inclusivamente ser presos, e não apenas multados. Para mais, bastará que exista um cruzamento entre raças, para se contornar a legislação agora anunciada, com consequências imprevisíveis, já que as medidas não serão aplicadas fora destas 7 raças, e as caracteristicas e comportamentos de cães resultantes de mutações genéticas, desconhecidas, mantendo-se o perigo potencial.

14/03/2008

Fracasso negocial

PUBLICO-Avaliação de professores: reunião entre ministério e Fenprof termina sem consenso


-Terminaram sem acordo as negociações entre governo e FENPROF. Umas breves considerações sobre o assunto, quando um dirigente sindical, durante um processo negocial, afirma que o seu interlocutor estará disposto a considerar acolher uma alteração de posição, sem que a mesma esteja acordada, significa trazer á praça pública, pormenores duma discussão que se deveria manter em privado, agravado ainda pelo facto de terem apresentado um ultimato ao governo, ameaçando com o fim das negociações, caso não existisse acordo até 6ª feira. A meu ver, o governo nem deveria ter comparecido á ronda negocial de hoje, quem não sabe guardar para si os detalhes duma negociação, nem merece ser reconhecido como interlocutor, o tempo das decisões plenárias, PREC's e outros desvios anti-democráticos já faz parte do passado. Os sindicatos deram uma demonstração de força no passado sábado, obtendo uma importante vitória, mas não souberam o que fazer com a mesma, percebe-se, não são apenas a ministra e os burocratas da 5 de Outubro a estarem desfazados da realidade do ensino em Portugal, os sindicalistas também o estão, há quantos anos não dará o prof. Mário Nogueira uma aula numa sala com alunos?

Direito á informação vs privacidade


-Vai uma indignação histérica, por certos sectores da esquerda, nomeadamente daquela que se auto-apelida moderna e fracturante, atingindo até alguns que não deveriam contribuir para este peditório, por exemplo jornalistas, os quais deveriam saber, ou então será altura de relembrarem algumas regras básicas, que se aprendem em qualquer manual de introdução á comunicação, o direito á privacidade e imagem dum cidadão, não se aplica estando ele num evento público. Caso um orgão de comunicação social, queira seguir alguém durante um dia, não o poderá fazer sem autorização do visado, no entanto caso este vá a um concerto, jogo de futebol ou manifestação, pode ser fotografado sem poder reclamar direitos de imagem. A professora Fernanda Tadeu, deslocou-se a uma manifestação, foi fotografada, e alguém tomou a opção editorial, discutivel como todas, de publicar u não, na primeira, na última, nas páginas centrais ou num suplemento, seria sempre um problema do orgão de comunicação em qualquer parte do mundo livre. Todos já vimos Mick Jagger nas bancadas de estádios de futebol, vibrando com a selecção Inglesa, Jack Nicholson nas primeiras filas de jogos dos Lakers ou recentemente José Mourinho num estádio de futebol assistindo a um jogo. Sendo figuras públicas, são filmados e fotografados, sem recurso a direitos ou autorizações. Fernanda Tadeu sabia ao deslocar-se á manifestação, que poderia ser fotografada, pelo simples facto de estar casada com António Costa, apesar de tudo decidiu participar, louvo-lhe a coragem, aprecio a sua dignidade, apesar de tudo ainda não vi qualquer protesto por parte da própria, ao contrário de algumas pseudo-referências da nossa praça jornalistica, quais virgens ofendidas, que procuram comparações onde elas não existem, mal sentindo algum incómodo causado aos amigos, não hesitam em mandar ás malvas a própria liberdade de imprensa.

Nem mais!

D.N.-Menezes esteve contra voto dos presidentes de junta há um ano

-Há um ano atrás, Luis Filipe Menezes defendia um modelo no qual acredito, a presidencialização dos municípios, com executivos constituidos livremente pelo presidente eleito. Fazer depender os executivos das assembleias municipais, sem direito de voto dos presidentes de junta. Simples, eficaz e democrático. Entretanto Menezes foi eleito lider do PSD, enredou-se numa teia de complicações e contradições, incapaz de defender causa alguma, sem ter de fazer cedências internas, mais preocupado com apoios para eventuais disputas que já se avizinham, do que manter coerência consigo próprio. Se isto não é uma liderança errática, em ziguezague, então expliquem-me o que é!

13/03/2008

Registar para memória futura

Sol-Menezes anuncia que PSD vai propor descida de impostos no próximo orçamento


-Quando da última discussão do orçamento de estado, o PSD acusou o governo de estar a preparar uma descida de impostos para 2009, ano de eleições, quando no entender do PSD, tal descida poderia ocorrer de imediato. Ainda que não fosse essa a opinião de destacados militantes sociais-democratas, como Manuela Ferreira Leite, foi a linha defendida pelo partido no parlamento. Agora é o próprio Luis Filipe Menezes, quem vem anunciar que o partido irá propôr tal descida para 2009, buscando uma harmonização fiscal Ibérica num futuro próximo. Por mim, enquanto defensor duma economia liberalizada, com um estado reduzido ao mínimo indispensável, estarei sempre de acordo com qualquer proposta de redução da asfixiante carga fiscal, que incide sobre particulares e empresas em Portugal, travando consumo e investimento, e por consequência, impedindo o crescimento económico. Veremos se esta posição do PSD é para manter, ou se pelo contrário, sofrerá alteração no curto prazo, e também como irá Luis Filipe Menezes concretizar a proposta de redução da despesa pública, com a promessa de não encerrar qualquer serviço durante uma legislatura.

Novo símbolo, velhos métodos



-O PSD resolveu alterar a sua imagem. Aconselhado por profissionais, da agência de comunicação Cunha Vaz, as três setas deram lugar a apenas uma, o laranja perde espaço para a côr azul. O lema passa a ser, "Mudar Portugal". Passando ao lado da qualidade e significado dos simbolos em si mesmos, existirá quem goste e quem não goste, eles encerram uma história, uma tradição, um património, sendo desejável um largo consenso para alteração dos mesmos. A actual direcção errática, revelando um certo desnorte, determinada a impôr-se a qualquer preço, não hesita em rescrever a própria História do partido, alterando prácticas, como permitir o pagamento de quotas em dinheiro, algo que já existiu é certo, mas numa época em que não estava tão massificada a utilização do chamado dinheiro de plástico ou pagamentos electrónicos. Não se pretenderá contudo lavar dinheiro, o objectivo será antes branquear caciquismos, que estas pessoas que tomaram conta do partido, sabem o que fazem, desde afastar militantes históricos ou calar vozes incómodas, deixar em aberto cadernos eleitorais até ao momento das votações, vale tudo para mudar o PSD. Já que para mudar Portugal será preciso mais, será necessária uma vassourada na actual direcção do partido, para que este volte a ter credibilidade. Azar dos portugueses se um dia esta gente tomasse conta do país, com estas prácticas tão pouco transparentes dentro de portas, imagine-se do que seriam capazes de fazer, se controlassem o ministério da Adm. Interna, o ministério da Justiça, o ministério das Finanças e o ministério da Defesa. Certamente uma governação ao velho estilo estalinista, o estilo do actual PSD.

12/03/2008

3 anos de governo


-Passados três anos da tomada de posse do actual governo, liderado por José Socrates, dispondo de condições de governabilidade que nunca existiram em Portugal, nem Cavaco Silva beneficiou duma conjectura comparável ao presente, já que tinha em Belém, nomeadamente a partir de 1991 um adversário, enquanto Socrates tem em Belém, se não um aliado, eventualmente um cumplice, a ministra da educação por exemplo, deve hoje a manutenção do seu cargo, á simpatia de Belém, não subsistem dúvidas a esse respeito. Apesar destas condições excepcionais, passaram 3 anos, e o país está exactamente igual, poderemos eventualmente atribuir algum mérito no combate ao défice, mas é verdade que a conjectura internacional não foi adversa, de resto, a despesa pública continua a aumentar, pese a vontade reformista, mais propagandeada que realizada, na saúde fechou uma ou outra urgência, sacrificado Correia de Campos, parece que a urgência na Anadia até irá reabrir, na Educação, a avaliação que iria entrar em vigor, parece que já só vai produzir efeitos lá para 2009, se entretanto não se verificarem novas cedências, a reforma da administração estará adiada para as calendas, apesar do simplex, empresas na hora, declarações electrónicas, nem se reduz o número de funcionários nos serviços entretanto modernizados, continuando a serem poucos noutros serviços, como o compravam os recentes casos das multas por processar. Na economia, pedra de toque do desenvolvimento de qualquer sociedade, para além do Allgarve e Westcoast, que resumem Portugal a uma aposta de servir os restantes povos europeus, quando estes fazem uma pausa na sua produtividade, ou quando gozam a sua merecida aposentação, também fomos á China, desta vez já não para negociar assuntos de Macau, mas para relembrar aos chineses, que temos por cá a mais barata mão de obra da U.E.
-Muito pouco a meu ver, para quem dispôs duma maioria absoluta, em rigor nem se poderá afirmar que o governo tenha cometido muitos erros, para errar é necessário agir, e no actual governo, além das reformas que continuam adiadas, também as grandes obras não sairam do papel, aeroporto, TGV e agora a nova travessia do Tejo.

Obama wins Mississipi



-Obama vence o Mississipi, avança a Reuters. Aumenta assim a diferença de delegados face á rival Hillary Clinton, parando agora durante 6 semanas, até á Pennsylvania a 22 de Abril.

Hoje é no Mississipi



Hoje, primárias no Mississipi. Espera-se nova vitória para Barack Obama, o qual segundo a CNN, terá ganho o caucasus no Texas, o que a confirmar-se, resultará na obtenção dum maior número de delegados neste estado, face á sen. Hillary Clinton. Entretanto os resultados do Mississipi, para acompanhar aqui e aqui.

11/03/2008

Governo não recua, mas vai recuando

Portugal Diário - Maioria dos professores avaliada em 2009

-Tal como Marcelo Rebelo de Sousa previra no passado Domingo, o governo habilmente não poderia deixar cair a ministra Maria de Lurdes Rodrigues, tal significaria uma derrota, mas apesar de afirmar que a política de educação, nomeadamente a de avaliação era para manter, veio hoje António Vitorino, um destacado militante socialista, suderir um período experimental de avaliação, e já depois Pedro Silva Pereira, ministro da Presidência, afirmar que este ano apenas serão avaliados 7 mil professores, num universo de cerca de 143000. Está assim aberta a porta para entendimento com os sindicatos, ou caso estes se mantenham irredutiveis, para criar divisões entre os professores, enfraquecendo o movimento, até porque adiar para 2009, significa dar um prazo suficientemente longo, para inclusivé, retirar as matérias que têm suscitado maior contestação. Será curioso verificar, se em 2009, ano de eleições, existirá efectivamente uma avaliação dos professores, esta ou outra, porque em caso negativo, terá sido uma derrota monumental por parte do governo, de Maria de Lurdes Rodrigues e em última análise do próprio José Socrates.

Regionalismo irresponsável

PUBLICO-Deputados do PSD levam queixa relativa ao TGV à PGR e ao Provedor de Justiça

-Leio esta notícia do PÚBLICO, e custa-me acreditar, tamanha a irresponsabilidade e oportunismo político, revelados por um grupo de deputados sociais democratas, coordenados por Feliciano Duarte, dá para perceber. Depois de terem defendido a solução OTA, numa lógica meramente regionalista, procuram garantir a existência duma estação do TGV em Leiria, calculo que Coimbra e Aveiro tenham igual pensamento, e não satisfeitos, ainda querem debater a eventual instalação de outra estação em Rio Maior. Se viessem a ser bem sucedidos, calculo que outras localidades exigiriam igual tratamento, o país iria endividar-se para instalar este equipamento, o qual funcionaria como um mero inter-cidades, tantas seriam as paragens, que o tornaria certamente mais lento que os Alfa. Será obviamente necessário e desejável, o investimento na zona Oeste, numa lógica de desenvolvimento sustentado, ordenamento territorial, modernização e aumento da produtividade do próprio país, mas não a reboque de eleitoralismos e demagogia.

10/03/2008

Barack Obama recusa "dream ticket"


Obama rejects being Clinton's No. 2 - CNN

"With all due respect. I won twice as many states as Sen. Clinton. I've won more of the popular vote than Sen. Clinton. I have more delegates than Sen. Clinton. So, I don't know how somebody who's in second place is offering vice presidency to the person who's in first place," he said.
-Obviamente, quem ganha em número de delegados, não pode aceitar ser ultrapassado por alinhamentos e cumplicidades no seio do Partido Democrático, e ainda prestar-se ao papel de muleta ajudando o casal Clinton a ultrapassar as suas dificuldades. Esta é uma escolha que os superdelegados terão de fazer, e assumir as consequências.

Mais uma transferência

-O Blogue Atlântico, uma das paragens obrigatórias na blogosfera portuguesa, transferiu-se para o sapo.

http://atlantico.blogs.sapo.pt/

Menezes debaixo de fogo

D.N.-Rui Rio enfrenta Menezes e mede forças

-Cresce a contestação interna á liderança do PSD, após a última pérola de Menezes, alteração ao regulamento interno do partido, apresentada com apenas 48H de antecedência, sem tempo para realizar qualquer debate interno. Luis Filipe Menezes que tanto criticou a anterior direcção, por falta de transparência, veio agora apressadamente, e sem nada que o justifique, pois não existem eleições internas no horizonte próximo, alterar regulamentos, por forma a permitir o pagamento de quotas até ao momento da votação, inclusivé aceitando pagamentos em dinheiro, que poderão constituir ilícito face á lei vigente de financiamento partidário. Os objectivos do secretário-geral do partido são claros, ao efectuar estas alterações, será impossível a quem pretender disputar umas eleições, conhecer o universo dos eleitores, o que representará uma clara vantagem dos actuais dirigentes, recorrendo a métodos pouco transparentes, para garantir a sobrevivência da actual liderança. A situação torna-se ainda mais dramática, observando o desgaste do actual governo, sem que o principal partido da oposição dê sinais de credibilidade, continuando a sua forma sofrível de fazer política, completamente á deriva, afirmando tudo e o seu contrário, sem um projecto de governação alternativa para o país, cavalgando a rua, alinhando pelas más companhias de sindicatos mais ou menos ligados ao PCP. O estado a que chegou este partido, é deveras lamentável.

09/03/2008

O fim de Rajoy

-O PSOE venceu as eleições legislativas em Espanha, com números a rondar a maioria absoluta, pelo que iremos ter mais 4 anos de governação num estilo conflituoso, revanchista por parte de Zapatero. Decepcionante o resultado do PP de Mariano Rajoy, após ter conseguido a "proeza" de ter perdido há 4 anos atrás, uma eleições cuja vitória seria certa, na altura apontaram o 11 de Março, e a incapacidade do presidente Aznar, como causadores da derrota, será caso para perguntar, e agora? Quem irão culpabilizar? A verdade é que Rajoy não tem carisma, não vence um debate, não entusiasma. Sucessor precisa-se!

Poder sindical

-Poucas instituições em Portugal, têm hoje um poder desproporcionado face á efectiva representatividade, quanto os sindicatos, nomeadamente os afectos a empresas públicas, ou á própria função pública. E porquê? Desde logo pela lógica de funcionamento, saberão os portugueses, asfixiados por uma pesada carga fiscal, que o dinheiro dos seus impostos serve entre outros destinos, para subsidiar sindicalistas? Acaso sabem em que escola dará aulas o professor Mário Nogueira? Há quantos anos não exerce? Quem lhes paga o vencimento? Estas são verdadeiras razões pelas quais os sindicalistas são acérrimos defensores da escola pública, como de resto encontramos facilmente exemplos análogos na saúde, ou na administração. Percebe-se a lógica, outrora existiram exemplos destes no sector bancário, nos CTT, na PT ou na EDP, empresas que já se libertaram destes parasitas, e que hoje mais que defender interesses corporativos, são obrigadas a lutar diariamente pela manutenção da sua quota de mercado, o que conseguem numa lógica de prestação dum serviço qualitativo ao cliente, obtenção de lucro ao accionista e manutenção do posto de trabalho. Onde existe corporativismo, pela falta uma verdadeira concorrência, instala-se o facilitismo, a desresponsabilização, a bardinagem, o despesismo, estando sempre os mesmos prontos para suportar tais "conquistas sociais", o contribuinte, a quem o estado terá de extorquir dinheiro através de colecta fiscal, para manter satisfeitos estes barões e seus direitos adquiridos. Para agravar ainda mais a situação, estes sindicalistas perpetuam-se no exercício das suas funções, poderemos hoje facilmente encontrar sindicalistas que já o são há mais de 20 anos, provavelmente já se terão esquecido até do seu posto de trabalho, eleitos através de inspiração partidária muitos deles, obrigados a manter o apoio de tais inspirações, caso contrário voltarão ao local de origem, o local de trabalho. Venham pois efectivas reformas na educação, na saúde, ou na administração, mas sobretudo, altere-se a lógica de financiamento das organizações sindicais, que devem obter financiamento através dos associados que defendem, e não de dinheiros públicos, que não trazem qualquer benefício ao contribuinte.
-Também públicado n' O Andarilho.

E agora?


-Foto PÚBLICO

-Esta é a pergunta que devemos fazer a sindicatos, professores e governo. É evidente que os sindicatos ganharam o 1º round, beneficiando de apoio partidário ou não, o número de manifestantes ultrapassou todas as expectativas, mesmo sabendo que talvez pouco mais de metade fossem professores, muitos vieram acompanhados de familiares, outros juntaram-se-lhes, basta ler alguns blogs para perceber que a manifestação contou com a adesão de outros profissionais, mas isso é irrelevante, o que estava em causa era a política de educação do governo, e a ministra Maria de Lurdes Rodrigues. O governo afirmou já por várias vezes que não cede á rua, deixar cair a ministra nos próximos tempos seria uma derrota política monumental para José Socrates e a sua vontade reformista, restam-lhe 2 opções, manter Maria de Lurdes Rodrigues, prosseguir a política, indiferente aos protestos, mesmo com alguma crescente contestação interna, ou dar um sinal de abertura negocial, atirando para os sindicatos um eventual ónus da não obtenção dum acordo, uma vez que estes têm publicamente afirmado serem favoráveis á avaliação dos professores, também não terão margem de manobra para recusar, uma eventual abertura ministerial para alterarações ao modelo proposto. Também não existirão muito mais opções em cima da mesa, na hora de decidir o que fazer a seguir a esta vitória, greves? greve a exames? seria virar toda a opinião pública contra os professores, nomeadamente se o governo tiver a capacidade de revelar alguma abertura negocial. Quem não sairá igualmente bem nesta história será o Partido Socialista, atravessado por divisões internas nesta matéria, resolveu, mal a meu ver, agendar um comício para o próximo sábado no Porto, o qual servirá para inevitáveis comparações numéricas, ás quais a máquina partidária por muito bem que estivesse em funcionamento, não seria capaz de responder com uma vitória. Um erro estratégico, que poderá sair caro ao PS, o qual continua apesar de tudo, á frente nas sondagens, beneficiando da falta de credibilidade por parte das lideranças nos partidos da oposição.

Obama stops come back



-Confirmou-se a expectativa de regresso ás vitórias, do sen. do Illinois, Barack Obama, na sua caminhada rumo á nomeação como candidato á presidência dos EUA, pelo Partido Democrata. Ao vencer o Wyoming, o mais pequeno dos estados da união, elegendo apenas 12 delegados, (7-5 a favor de Obama), face á cerradíssima luta que mantém com a sen. Hillary Clinton, Obama obteve uma vitória tão importante como todas as outras, basta lembrar que Clinton venceu na passada 3ª feira, por apenas 4 delegados no Texas e Rhode Island, e 9 no Ohio. Caso se confirmem as expectativas de nova vitória de Obama na próxima 3ª feira no Mississipi, terá impedido o come back da sen. Clinton, isto depois desta lhe ter por sua vez impedido a continuação do momentum. A partir de 3ª feira todo este processo sofrerá uma interrupção até 22 de Abril, na Pennsylvania, o maior dos estados ainda por definir, teoricamente favorável ao campo Clinton, embora Obama possa compensar com a Carolina do Norte. Esta longa pausa poderá ser aproveitada para negociações de bastidores, apoios de superdelegados, eventuais pressões dos responsáveis do partido para desistência de algum candidato, reavaliação da situação na Florida e Michigan. Tudo pois ainda por decidir, enquanto McCain aguarda no Partido Repúblicano, tranquilamente mas não muito, porque não poderá definir também ele uma estratégia, desconhecendo quem será o adversário, incluindo quem o acompanhará como V.P., facto importantíssimo dada a expectativa de realização de apenas 1 mandato por parte do sen. do Arizona, dada a sua idade.

08/03/2008

Wyoming caucasus



-Barack Obama terá regressado ás vitórias, triunfando no caucasus no Wyoming. Resultados como vem sendo habitual, aqui e aqui.

Por falar em professores

-Aqui deixo 2 cenas de filmes como homenagem aos bons professores, eu tive alguns, que se preocupam com os resultados dos alunos.

Política de educação

-Realiza-se hoje uma manifestação de professores em Lisboa, contra a política de educação do governo, em particular contra a ministra Maria de Lurdes Rodrigues. Os sindicatos contestam o modelo de avaliação proposto pelo governo, mas ainda não vi por parte dos sindicatos, ou de qualquer partido da oposição, a apresentação dum modelo alternativo ao proposto pela ministra, o que me leva a concluir, que apesar de todos afirmarem considerarem necessária a existência de avaliação, o ideal seria mesmo continuar tudo como dantes. Também não concordo com o actual modelo de funcionamento escolar, centralizado, preferia uma autonomia das escolas, na contratação pelas mesmas do seu corpo docente, na avaliação face aos resultados obtidos, nomeadamente através de exames nacionais. A escola é paga pelos contribuintes, é suposto que os mesmos obtenham retorno do investimento, não conheço outra forma de medir os resultados, que não em exames nacionais, extraindo daí todas as consequências inerentes, quer á avaliação da própria escola, dos seus responsáveis ou do seu corpo docente. Dos sindicatos nada há a esperar, entrincheirados na defesa dum modelo de escola pública, responsável pelo insucesso á vista de todos das últimas décadas, isto apesar de Portugal ser dos países que mais investe per capita na educação, mas investe mal, obtendo pouca produtividade. Dos partidos da oposição, pelos vistos também não poderemos esperar muito mais, face a tanta contestação vivida neste sector nos últimos tempos, não teriam já tido oportunidade, para apresentar ao país uma proposta alternativa á do governo? Ou será mais fácil cavalgar a demagogia sindical?