14/03/2008

Fracasso negocial

PUBLICO-Avaliação de professores: reunião entre ministério e Fenprof termina sem consenso


-Terminaram sem acordo as negociações entre governo e FENPROF. Umas breves considerações sobre o assunto, quando um dirigente sindical, durante um processo negocial, afirma que o seu interlocutor estará disposto a considerar acolher uma alteração de posição, sem que a mesma esteja acordada, significa trazer á praça pública, pormenores duma discussão que se deveria manter em privado, agravado ainda pelo facto de terem apresentado um ultimato ao governo, ameaçando com o fim das negociações, caso não existisse acordo até 6ª feira. A meu ver, o governo nem deveria ter comparecido á ronda negocial de hoje, quem não sabe guardar para si os detalhes duma negociação, nem merece ser reconhecido como interlocutor, o tempo das decisões plenárias, PREC's e outros desvios anti-democráticos já faz parte do passado. Os sindicatos deram uma demonstração de força no passado sábado, obtendo uma importante vitória, mas não souberam o que fazer com a mesma, percebe-se, não são apenas a ministra e os burocratas da 5 de Outubro a estarem desfazados da realidade do ensino em Portugal, os sindicalistas também o estão, há quantos anos não dará o prof. Mário Nogueira uma aula numa sala com alunos?

3 comentários:

Blondewithaphd disse...

Mas alguém achava que se avançasse alguma coisa?
Acho muito bem a manifestação, mas não penso que vá mudar seja o que for, bem pelo menos questões de fundo permanecerão iguais. Poderá haver uma cosmética aqui e ali mas nada de espectacular.

Atreides disse...

Curioso ninguém achar que os recuos e avanços do Ministério sejam sinal de desnorte e de falta de políticas concretas.

quintarantino disse...

Eu respondo: desde 1993 que Mário Nogueira não põe os pés numa sala de aula!

Quanto ao comentário que me antecede se é certo que o Ministério tem sido inábil, também acho curioso que ninguém estranhe o facto de os "setôres" virem sempre com o arrazoado do costume que o ensino está mal, que a escola pública está moribunda mas só abram o bico quando lhes querem mexer nos sacrossantos direitos.
Haja paciência!