12/03/2008

3 anos de governo


-Passados três anos da tomada de posse do actual governo, liderado por José Socrates, dispondo de condições de governabilidade que nunca existiram em Portugal, nem Cavaco Silva beneficiou duma conjectura comparável ao presente, já que tinha em Belém, nomeadamente a partir de 1991 um adversário, enquanto Socrates tem em Belém, se não um aliado, eventualmente um cumplice, a ministra da educação por exemplo, deve hoje a manutenção do seu cargo, á simpatia de Belém, não subsistem dúvidas a esse respeito. Apesar destas condições excepcionais, passaram 3 anos, e o país está exactamente igual, poderemos eventualmente atribuir algum mérito no combate ao défice, mas é verdade que a conjectura internacional não foi adversa, de resto, a despesa pública continua a aumentar, pese a vontade reformista, mais propagandeada que realizada, na saúde fechou uma ou outra urgência, sacrificado Correia de Campos, parece que a urgência na Anadia até irá reabrir, na Educação, a avaliação que iria entrar em vigor, parece que já só vai produzir efeitos lá para 2009, se entretanto não se verificarem novas cedências, a reforma da administração estará adiada para as calendas, apesar do simplex, empresas na hora, declarações electrónicas, nem se reduz o número de funcionários nos serviços entretanto modernizados, continuando a serem poucos noutros serviços, como o compravam os recentes casos das multas por processar. Na economia, pedra de toque do desenvolvimento de qualquer sociedade, para além do Allgarve e Westcoast, que resumem Portugal a uma aposta de servir os restantes povos europeus, quando estes fazem uma pausa na sua produtividade, ou quando gozam a sua merecida aposentação, também fomos á China, desta vez já não para negociar assuntos de Macau, mas para relembrar aos chineses, que temos por cá a mais barata mão de obra da U.E.
-Muito pouco a meu ver, para quem dispôs duma maioria absoluta, em rigor nem se poderá afirmar que o governo tenha cometido muitos erros, para errar é necessário agir, e no actual governo, além das reformas que continuam adiadas, também as grandes obras não sairam do papel, aeroporto, TGV e agora a nova travessia do Tejo.

5 comentários:

Atreides disse...

O SOL deveria tê-lo convidado a sim para dar a opinião dos 3 anos!
On the spot!

Carol disse...

Uma leitura com a qual não estou inteiramente de acordo, mas que respeito.

joshua disse...

O PS e o Governo, além do mais, têm sido super-monolíticos, dividiram e acossaram sectores diversos da sociedade, mormente os mais fragilizados e sobrecarregados.

Taxou-se por demais! Não se geraram novas fontes de riqueza. Passividade e prepotência foram e são as tónicas mais marcantes.

PALAVROSSAVRVS REX

quintarantino disse...

Ne tanto ao mar, nem tanto à terra ... mas dentro da sua linha de pensamento, admito que toca onde mais pode questionar.
Ficaram foi de fora coisas acertadas que se fizeram.

São disse...

Veremos como irá ser este ano derradeiro, estou preocupada.
Saudações.