23/02/2008

Sindicalismo que futuro?

D.N.-Sindicatos afectos à CGTP têm 727 mil trabalhadores

-Dados fornecidos pela própria CGTP, apontam um decréscimo de 4,3% apesar do conjunto dos trabalhadores por conta de outrem ter crescido 3,2%. No entanto a central sindical teima em atribuir culpas á precaridade laboral, deslocalização de empresas e redução do número de serviços públicos. Quanto á deslocalização de empresas é uma falsa questão, pois a própria central reconhece ter crescido 3,2% o número de trabalhadores por conta de outrém, a sua base de recrutamento, no encerramento de serviços públicos podem encontrar alguma explicação, pois é no estado e na função pública que os sindicatos ainda têm uma réstea de representatividade, no sector privado cada vez são menos os trabalhadores que se filiam em sindicatos, a desculpa da precaridade é assobiar para o lado, existem muitos trabalhadores sem vinculos precários, mas que não encontram interesse em aderir a estas organizações, nomeadamente os mais jovens, porque não encontram um discurso moderno e atractivo, é sempre a velha história da luta de classes, o discurso trauliteiro contra os patrões, inspirado pelo PCP, e utilizado de acordo com os timings politicamente convenientes na Soeiro Pereira Gomes. Existem de facto problemas laborais e sociais, quando um dia, as organizações sociais perceberem que devem olhar para os reais problemas dos trabalhadores, deixando a política para os partidos, talvez consigam ser olhados de outra forma pelas novas gerações de trabalhadores, no actual quadro de dirigentes sindicais, tal não me parece ser possivel, e não é uma falha apenas da CGTP, mas os sindicatos devem perceber a realidade, a melhor forma de defender os trabalhadores é colaborar no aumento do número de empregos, e não criar uma fortaleza na defesa dos direitos de alguns interesses corporativos instalados, esquecendo todos aqueles que não conseguem sequer um emprego, apostar na formação dos seus filiados, apoiando também os que por qualquer motivo ficaram sem trabalho. Caso persistam no modelo actual, daqui por uns anos não terão qualquer representatividade, é uma questão de escolha dos próprios.

6 comentários:

NuNo_R disse...

Boas...

Apesar de nestes assuntos ter uma posição distante da do meu Amigo, estou plenamente de acordo com o que escreveu no post.


ABR...PROF...

Blondewithaphd disse...

Unions... I can't say I have a very good opinion on them. Acho que têm de existir mas deviam adoptar uma atitude e um discurso mais actualizados e, sobretudo, fazer alguma coisa. Só os vejo na crítica e não na acção.

joshua disse...

Concordando contigo em quase toda a posta, acho que nunca vi uma CGTP mais independente, como hoje.

Mas o combate por justiça e a denúncia dos abusos oclusos nas Leis, tendencialmente permissivas e liberodescartadoras das pessoas, é ainda menor e minoritária.

PALAVROSSAVRS REX

SILÊNCIO CULPADO disse...

António Almeida
Concordo com o que diz.Os sindicatos portugueses têm que saber ler os sinais dos tempos e adequarem-se a novos objectivos.
Um abraço

Tiago R. Cardoso disse...

Já avencei mais que uma vez, não gosto dos sindicatos, enquanto não me mostrarem que não estão dependentes de um partido politico, que realmente sejam a voz dos trabalhadores e não a voz de ortodoxos de um partido, continuarei aqui desconfiado.

Tiago R. Cardoso disse...

Merr = Hacker
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